
Iapen divulga resultado das ações de controle prisional e investimentos
A 11ª fase da Operação Mute, encerrada na sexta-feira (22), mostrou que drones são responsáveis por 80% da entrada de ilícitos no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), em Macapá. A polícia identificou o espaço aéreo como a maior vulnerabilidade da segurança.
Nesta terça-feira (26), a polícia identificou um grupo envolvido no esquema. Quatro pessoas foram presas e um detento foi apontado como destinatário da encomenda.
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No veículo apreendido perto do Iapen estavam drones, relógios inteligentes, dinheiro, carregadores e celulares (entenda mais do caso abaixo).
De acordo com o diretor-presidente do Iapen, Luiz Carlos Gomes, facções criminosas estão investindo em tecnologia para driblar a fiscalização.
“Hoje, nossa maior vulnerabilidade é o espaço aéreo. As organizações compram drones, sobrevoam o presídio e arremessam materiais. Cerca de 80% do que entra no Iapen chega por esse meio”, disse o diretor.
Antes, os celulares eram o maior problema. Em uma das fases da operação, até 300 aparelhos foram apreendidos.
“Um celular nas mãos de um preso é a principal ferramenta de organização e atuação das facções criminosas”, afirmou o diretor.
Outro alerta das forças de segurança é o uso de relógios inteligentes. Pequenos e discretos, eles têm funções semelhantes às dos celulares.
A operação nacional busca reduzir a comunicação dentro dos presídios. Investigações mostram que vários crimes, inclusive golpes virtuais, são ordenados de dentro do Iapen.
Nesta fase, mais de 120 policiais revistaram 60 celas e transferiram 550 presos das alas masculina, feminina, da Unidade de Polícia Penal José Éder e do Centro Especial de Custódia.
Operação Mute é realizada dentro do Iapen
Felipe Oliveira/Sejusp
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Grupo criminoso identificado
Após dois meses de investigação, nesta terça-feira (26) uma ação integrada localizou um veículo carregado de ilícitos que seriam levados ao Iapen. No carro havia quatro drones e garras usadas para lançar objetos dentro do presídio, segundo a polícia (veja momento da abordagem no vídeo abaixo).
A polícia informou que os suspeitos fazem parte de uma rede de distribuição. Um detento receberia os equipamentos. Quatro pessoas foram presas.
Drones levam 80% dos ilícitos para presídio do Amapá; operação desmonta grupo criminoso
Segundo o secretário de Justiça e Segurança Pública do Amapá, Cezar Vieira, cada integrante tinha uma função específica no esquema.
“Os presos são todos do Amapá e compraram equipamentos fora do Estado. Cada um tinha uma função para levar o material ao Iapen”, disse Vieira.
Os presos vão responder por organização criminosa e tráfico de drogas. A ação faz parte da Operação Protetor.
Material apreendido durante a ação
Polícia Civil/Divulgação
Ação foi realizada de maneira integrada entre as força de segurança
Reprodução
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