
O principal advogado da defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, Dr. Jairinho, vai voltar ao caso após sofrer um infarto. A informação é da Agência Brasil.
Fabiano Tadeu Lopes, que lidera a banca de defesa, anunciou que pretende voltar ao 2º Tribunal do Júri nesta quinta-feira (28), com acompanhamento médico.
O advogado ainda assinou um termo de responsabilidade, uma forma de auto alta médica.
O infarto de Fabiano, que ocorreu no último sábado (23), foi um motivo que fez a defesa de Jairinho pedir um adiamento do júri. O ex-vereador chegou a pedir dispensa de toda a equipe de advogados.
Porém, Jairinho mudou o posicionamento após ser informado de que, em caso de mais um adiamento, ele poderia ser transferido de Bangu 8 para Bangu 1, conforme um pedido da Promotoria. A unidade é voltada para presidiários de alta periculosidade. Nesta terça-feira (26), Sérgio Figueiredo, um dos advogados que integravam a defesa do ex-vereador, anunciou em frente ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro a saída do caso.
A renúncia ocorreu em solidariedade a Fabiano.
Sérgio também afirmou que Fabiano possui conhecimento específico de processos paralelos relacionados ao caso e que sua ausência representa uma perda significativa para o andamento da estratégia defensiva.
O segundo dia de júri também foi marcado pelo depoimento do delegado Edson Henrique Damasceno, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca) à época do crime e responsável pela investigação.
Segundo o delegado, foram encontradas no celular da babá de Henry, Thayná de Oliveira Ferreira, mensagens que continham alertas sobre agressões. As análises das mensagens foram determinantes para as investigações.
A sessão de terça-feira se estendeu até as 2h da madrugada, quando foi suspensa e retornou nesta quarta-feira (27).
O ex-vereador Jairinho é acusado pela morte do enteado, Henry Borel, que na época tinha quatro anos. Além dele, a mãe do menino, Monique Medeiros Costa e Silva, também é acusada.

O julgamento
O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior e Monique Medeiros da Costa e Silva, acusados da morte do menino Henry Borel, de quatro anos, começou nesta última segunda-feira (25) no II Tribunal do Júri da Capital (RJ). Os dois respondem pelos crimes de homicídio, tortura e coação de testemunhas.
A condenação de Jairinho e Monique depende dos jurados, pessoas escolhidas para compor o Conselho de Sentença. Conforme o cronograma do julgamento, as testemunhas de acusação serão ouvidas no primeiro momento, entre elas o pai de Henry, Leniel Borel.
Ao todo, 26 testemunhas serão ouvidas. Em seguida, haverá escuta de peritos, acareações e, por último, o interrogatório dos acusados.
O caso
Henry Borel, na época com 4 anos, foi levado pela mãe, Monique, e pelo padrasto, Jairinho, para um hospital da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, na madrugada de 8 de março de 2021, com manchas roxas em várias partes do corpo.
Imagens divulgadas posteriormente mostram o menino sendo carregado já sem vida no elevador do prédio em que Monique morava com Jairinho. Segundo o laudo de necropsia, Henry sofreu 23 lesões na madrugada em que morreu.

