Henry, o crocodilo do Nilo mais velho do mundo, tem 125 anos e ainda não parou de crescer

Henry, o crocodilo do Nilo mais velho do mundo, tem 125 anos e ainda não parou de crescer

Um crocodilo nascido em 1900 está vivo, pesando 750 kg e crescendo. Henry, o crocodilo do Nilo mais velho do mundo, vive no Centro de Conservação CrocWorld, na África do Sul, e desafia tudo o que se sabe sobre envelhecimento animal.

Quem é Henry e como ele chegou ao cativeiro?

Henry nasceu no delta do Okavango, em Botswana, e aterrorizou comunidades locais por anos, atacando gado e, segundo relatos, seres humanos. Em 1903, o zoólogo britânico Henry Neumann foi enviado para eliminar o animal, mas optou por capturá-lo vivo.

O nome do crocodilo é uma homenagem direta a esse caçador. Após décadas sob cuidados de moradores locais, Henry foi transferido em 1985 para o CrocWorld, no estado de KwaZulu-Natal, onde permanece até hoje. Seu aniversário é celebrado em 16 de dezembro.

Henry, o crocodilo do Nilo mais velho do mundo, tem 125 anos e ainda não parou de crescer
Henry, o crocodilo do Nilo mais velho do mundo, tem 125 anos e ainda não parou de crescer

Qual é o tamanho atual de Henry comparado a outros crocodilos?

Com 5 metros de comprimento e 750 kg, Henry supera amplamente a média dos crocodilos do Nilo selvagens, que costumam atingir 4,5 metros e entre 400 e 450 kg. A diferença não é só de tamanho, mas de tempo: o crescimento dele ainda não deu sinais de parar.

Os números tornam a diferença ainda mais evidente:

Característica Henry Média selvagem
Comprimento 5 metros 4,5 metros
Peso 750 kg 400 a 450 kg
Idade 125 anos até 70 anos
Crescimento Contínuo Desacelera com a idade

Henry já foi pai quantas vezes?

Desde que chegou ao CrocWorld, Henry se acasalou com 10 fêmeas diferentes e é pai de mais de 10.000 filhotes. Ao contrário dos mamíferos, répteis podem manter a capacidade reprodutiva mesmo em idade avançada.

Atualmente, ele divide o espaço com Colgate, uma fêmea de aproximadamente 90 anos. A convivência entre os dois é monitorada de perto pela equipe do centro, que inclui o especialista em répteis Sphe Nyawose, cuidador de Henry há muitos anos.

Quem gosta de curiosidades da natureza, vai curtir esse vídeo do canal Nature World, com mais de 1.009 visualizações, onde é contada a história de Henry, o crocodilo mais velho do mundo, na África do Sul:

https://www.youtube.com/watch?v=kBWL8aeWUI0

Por que crocodilos do Nilo podem viver tanto em cativeiro?

Pesquisas indicam que crocodilos envelhecem de forma muito lenta e continuam crescendo ao longo de toda a vida. Além disso, o sangue desses animais possui propriedades antibacterianas que fortalecem o sistema imunológico mesmo em ambientes com água altamente contaminada.

Um estudo publicado na revista científica Cell identificou que crocodilos possuem um microbioma intestinal capaz de produzir compostos antibacterianos e anti-inflamatórios. Esses compostos aceleram a cicatrização de feridas e ajudam a combater células cancerígenas, contribuindo para o envelhecimento mais lento da espécie.

Henry, o crocodilo do Nilo mais velho do mundo, tem 125 anos e ainda não parou de crescer
Henry, o crocodilo do Nilo mais velho do mundo, tem 125 anos e ainda não parou de crescer

O que pode matar um crocodilo se não for a velhice?

Crocodilos não morrem de velhice da forma convencional. O problema é que o corpo continua crescendo indefinidamente, exigindo cada vez mais alimento. Em condições selvagens, isso pode levar à exaustão e à morte por inanição.

Estes são os principais fatores de morte em crocodilos adultos:

  • Inanição: o corpo cresce sem parar, aumentando a demanda por alimento que pode não estar disponível.
  • Perda de dentes: com a idade, a queda dos dentes compromete a capacidade de caçar.
  • Ataques de outros crocodilos: animais mais jovens podem atacar os mais velhos para disputar território ou alimento.

O que a história de Henry revela sobre longevidade animal?

O caso de Henry é singular não apenas pela idade, mas pelo que ele representa para a ciência. Em cativeiro, sem ameaças externas e com alimentação garantida, o animal alcançou o teto biológico da espécie, um limite que pouquíssimos indivíduos chegam a atingir na natureza.

O que os pesquisadores acompanham em Henry hoje vai além da curiosidade: é uma janela rara para entender como répteis regulam o crescimento, a imunidade e o envelhecimento celular. Cada ano que passa adiciona dados impossíveis de obter de outra forma, tornando esse crocodilo de 125 anos um dos animais mais valiosos para a ciência viva no planeta.

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