VÍDEO: Israel bombardeia Tiro, no sul do Líbano, e subúrbios de Beirute, apesar de cessar-fogo

Vídeo mostra ataque israelense seguido de grande explosão no sul do Líbano
Ataques de Israel à cidade de Tiro, no sul do Líbano, foram registrados em vídeo nesta quinta-feira (28), num momento em que o país intensifica suas ações militares no norte.
Um prédio no subúrbio de Beirute também foi alvo de bombardeio nesta quinta — o primeiro em semanas nos arredores da capital libanesa.
Israel afirmou ter realizado um ataque preciso em Beirute, mas não forneceu detalhes adicionais.
Um comunicado militar, publicado no X, pareceu sinalizar uma escalada ainda maior após mais de 120 ataques atingirem o sul e o leste do Líbano na terça-feira (26).
Os ataques acontecem mesmo com um cessar-fogo em vigor desde 16 de abril entre Israel e Líbano. Segundo Israel, que ocupa militarmente uma parte do país vizinho desde março, as ações militares são direcionadas contra o grupo terrorista Hezbollah.
Mais de 1,2 milhão de libaneses foram deslocados por ataques israelenses e ordens de evacuação desde 2 de março, quando o Hezbollah atacou Israel em apoio ao seu aliado, o Irã. Desde então, os ataques israelenses têm atingido o sul, o leste e a capital do Líbano, Beirute, matando mais de 3.200 pessoas, segundo o Ministério da Saúde libanês.
A Organização Mundial da Saúde afirmou que pelo menos 608 pessoas no Líbano foram mortas em ataques israelenses desde a trégua.
Pressão dos EUA poupa Beirute
Além de um ataque aos subúrbios do sul de Beirute no início de maio, que matou um comandante do Hezbollah, a capital e seus arredores haviam sido poupados de novos bombardeios durante a trégua.
Autoridades israelenses afirmaram à agência Reuters que as forças armadas israelenses adiaram ataques a Beirute por três semanas devido a pedidos do governo do presidente dos EUA, Donald Trump. Mesmo assim, drones de vigilância israelenses são ouvidos sobrevoando Beirute diariamente.
As duas fontes de segurança israelenses disseram que o ataque de quinta-feira ocorreu após um “diálogo muito intenso” com o governo Trump nos últimos dias.
Intensos ataques israelenses atingiram cidades e vilarejos no sul do Líbano durante a noite e na madrugada de quinta-feira, após Israel declarar uma nova faixa da área como “zona de combate”.
O exército israelense afirmou que os moradores deveriam deixar todas as cidades ao sul do rio Zahrani, que corre a cerca de 40 quilômetros (25 milhas) ao norte da fronteira de Israel com o Líbano.
Somando a zona fronteiriça ocupada por suas tropas, as ordens de evacuação de Israel nos últimos três meses abrangem cerca de 2.000 km² do Líbano – cerca de um quinto de todo o país.
Um ataque israelense na manhã de quinta-feira matou seis pessoas, incluindo duas crianças e seus pais, perto da cidade de Adloun, no sul do país, informou o Ministério da Saúde libanês.
Outro ataque, na cidade portuária de Sidon, matou cinco pessoas, incluindo duas mulheres. Sidon fica fora da área designada como zona de combate pelo exército israelense, e o ataque foi realizado sem aviso prévio.
Taghrida Ramadan, uma moradora de Sidon, contou à Reuters que estava dormindo em casa quando foi acordada abruptamente pelo impacto do ataque, que atingiu um prédio em frente ao seu.
“Olhamos em volta e encontramos escombros sobre nós – pedras do ataque, porque foi perto e diretamente em nossa direção”, disse Ramadan. Embora sua casa tenha sido danificada, seus familiares não sofreram ferimentos graves.
Outro ataque israelense na quinta-feira matou dois cidadãos sírios, incluindo uma criança, na cidade de Tiro, que fica dentro da zona que Israel determinou ser evacuada.
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