
Polícia Civil realiza operações Persona e Vox, em Presidente Prudente e Santo Expedito, respectivamente
Reprodução/Polícia Civil
A Polícia Civil realizou, na manhã desta quinta-feira (28), as operações Persona e Vox, com o objetivo de apurar crimes contra a honra praticados em ambiente virtual contra vereadores de Presidente Prudente e de Santo Expedito (SP). As investigações miram os responsáveis pela administração de perfis em redes sociais utilizados para ofender parlamentares.
As ações foram coordenadas pela Delegacia Seccional de Polícia Civil de Presidente Prudente. De acordo com a corporação, o ambiente digital não é um território sem lei e a liberdade de expressão não se confunde com o direito de ofender, difamar ou imputar falsamente crimes a terceiros.
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Operação Persona
A Operação Persona foi destinada a identificar o responsável pela administração de uma página nas redes sociais que era utilizada para a prática de difamação em desfavor de vereadores de Presidente Prudente.
A investigação começou após o registro de boletim de ocorrência e requerimento das vítimas. Foi constatado que o perfil divulgava conteúdos audiovisuais manipulados, acompanhados de comentários jocosos, depreciativos e descontextualizados, com potencial de ampla disseminação digital para atingir a imagem pública dos parlamentares.
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Após a análise técnica de dados informáticos, a Polícia Civil identificou três endereços vinculados à origem das postagens, o que subsidiou os mandados de busca e apreensão expedidos pelo Poder Judiciário.
As ordens foram cumpridas simultaneamente em Presidente Prudente e Ourinhos (SP). Nos locais, as equipes apreenderam:
1 cartão bancário;
3 aparelhos celulares;
3 notebooks;
1 roteador;
1 pendrive.
Segundo a corporação, o nome da operação faz alusão ao uso de perfis digitais fictícios ou pseudônimos para a prática de crimes na internet, mascarando a identidade real dos autores para dificultar a responsabilização criminal.
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Operação Vox
Ainda nesta quinta-feira, foi realizada a Operação Vox, que buscou identificar o administrador de outra página nas redes sociais utilizada para crimes contra a honra de vereadores de Santo Expedito.
Os trabalhos policiais começaram a partir de requerimentos formalizados pelas vítimas. Elas relataram a publicação de comentários e postagens ofensivas em ambientes virtuais de amplo acesso público, notadamente nas transmissões ao vivo das sessões da Câmara Municipal de Santo Expedito e também pelo Instagram.
Segundo a polícia, em tese, as condutas configuram os crimes de calúnia, difamação e injúria.
Após a coleta de elementos informativos, a Polícia Civil obteve ordens judiciais de busca e apreensão, que foram executadas na casa de um investigado, em Alfredo Marcondes (SP), e no local de trabalho do suspeito, nas dependências da Prefeitura de Santo Expedito.
Durante as diligências da Operação Vox, os policiais apreenderam:
1 aparelho celular;
1 roteador;
1 notebook;
1 computador desktop.
O nome da operação, “Vox”, é um termo de origem latina que significa “voz”, em alusão ao uso indevido de plataformas digitais para a disseminação de ofensas e ataques contra agentes públicos, atentando contra o regular exercício do mandato eletivo.
O g1 solicitou uma nota de posicionamento à Prefeitura de Santo Expedito, mas até a última atualização desta reportagem, não obteve retorno.
Próximos passos
De acordo com a Polícia Civil, os materiais apreendidos em ambas as ações serão encaminhados para perícia técnica. O objetivo é identificar vestígios digitais de materialidade e autoria para confirmar o vínculo direto dos investigados com os perfis associados aos crimes.
As investigações prosseguem com a análise do material e podem resultar em novas diligências e responsabilizações penais, com observância ao devido processo legal e à ampla defesa.
A polícia alerta que crimes cometidos na internet deixam rastros técnicos passíveis de identificação e investigação.
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