‘Pretexto para intervenção é inaceitável’, diz Celso Amorim sobre EUA classificarem PCC e CV como organizações terroristas


Amorim diz que “cooperação internacional é bem-vinda, pretexto pra intervenção é inaceitável”
O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, se manifestou pelo governo brasileiro.
O presidente Lula estava no Palácio do Planalto quando o Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou o comunicado. Ainda não há uma manifestação oficial do presidente, nem do Itamaraty.
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Celso Amorim, assessor para assuntos internacionais da Presidência da República, disse há pouco que:
“Segurança pública é um tema fundamental para o desenvolvimento socioeconômico. Crime organizado é um mal que tem que ser combatido. Cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Pretexto para intervenção é inaceitável”.
‘Pretexto para intervenção é inaceitável’, diz Celso Amorim sobre EUA classificarem PCC e CV como organizações terroristas
Jornal Nacional/ Reprodução
Em março, em uma conversa por telefone com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, explicou por que o Brasil queria evitar que os Estados Unidos classificassem facções criminosas brasileiras como organizações terroristas estrangeiras. O governo argumenta que as facções não se enquadram na definição de terrorismo prevista na Constituição brasileira. A Lei Antiterrorismo, de 2016, define o terrorismo como a prática de atos motivados por xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia ou religião, visando provocar terror social ou generalizado.
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência, escreveu em uma rede social:
“Grande dia”.
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