Brasil fica entre os 6 maiores crescimentos do PIB no 1º trimestre, aponta Austin Rating

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O Brasil ficou na 6ª posição no ranking de crescimento real do PIB no 1º trimestre de 2026, segundo levantamento da Austin Rating divulgado nesta sexta-feira (29). A economia brasileira avançou 1,1% na comparação com o 4º trimestre de 2025, desempenho que colocou o país entre os maiores crescimentos do período.

Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, o PIB brasileiro cresceu 1,8%. Já a taxa dessazonalizada e anualizada ficou em 4,5%, de acordo com o estudo, que reúne dados da Austin Rating, IBGE, bancos centrais, Eurostat, OCDE, FMI, Banco Mundial e The Economist.

Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, o PIB brasileiro cresceu 1,8%. Já a taxa dessazonalizada e anualizada ficou em 4,5%,

O resultado coloca o Brasil em uma posição de destaque no início de 2026, em meio a um cenário global de crescimento desigual entre as principais economias. No ranking trimestral, o país ficou atrás apenas de Hong Kong, Taiwan, Dinamarca, Coreia do Sul e China.

Brasil aparece no top 6 do crescimento global

O ranking da Austin Rating considera a variação real do PIB no 1º trimestre de 2026 em relação ao trimestre anterior. Nessa leitura, o Brasil avançou mais do que economias desenvolvidas e emergentes de peso, incluindo Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Japão, Itália, França, México e Canadá.

Veja o top 10 do ranking:
Posição País PIB 1ºT26/1ºT25 PIB 1ºT26/4ºT25 Taxa anualizada
Hong Kong 5,9% 2,9% 12,1%
Taiwan 13,7% 2,8% 11,9%
Dinamarca 5,9% 1,9% 7,8%
Coreia do Sul 3,6% 1,7% 7,0%
China 5,0% 1,3% 5,3%
Brasil 1,8% 1,1% 4,5%
Peru 3,5% 1,0% 4,1%
Cingapura 6,0% 1,0% 3,9%
Filipinas 2,8% 0,9% 3,6%
10º Finlândia 1,1% 0,9% 3,6%

O desempenho brasileiro também ficou acima da média geral dos países acompanhados no levantamento. Enquanto o Brasil cresceu 1,1% no trimestre, a média geral foi de queda de 0,1%, com taxa anualizada negativa de 0,2%.

O que explica o destaque do Brasil no ranking?

O estudo não detalha os componentes internos do PIB brasileiro, mas o ranking mostra que o país apresentou desempenho superior ao de grupos relevantes da economia global no início de 2026.

Entre os principais pontos do levantamento:

  • O Brasil cresceu 1,1% no trimestre, acima da média geral do ranking;
  • A taxa anualizada brasileira chegou a 4,5%;
  • O país superou a média da Euro Área e do G7;
  • O resultado brasileiro ficou próximo da média dos BRICS;
  • O Brasil aparece à frente de economias como Estados Unidos, Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Itália, Canadá e México na comparação trimestral.

Na comparação com a Euro Área, o resultado brasileiro foi superior. O bloco europeu registrou crescimento de 0,1% no trimestre e taxa anualizada de 0,4%. O G7, grupo que reúne algumas das maiores economias desenvolvidas do mundo, teve média de alta de 0,4% no trimestre e taxa anualizada de 1,4%.

Já entre os BRICS, o Brasil ficou próximo da média do grupo. A média dos países do bloco foi de crescimento de 1,2% no trimestre e taxa anualizada de 4,9%, enquanto o Brasil registrou 1,1% e 4,5%, respectivamente.

Brasil também deve ganhar posições entre as maiores economias

Além do ranking de crescimento real do PIB no 1º trimestre, o estudo da Austin Rating traz uma segunda leitura sobre o tamanho das economias em dólares correntes, com base no FMI — World Economic Outlook de abril de 2026.

Nessa projeção, o Brasil aparece em trajetória de avanço entre as maiores economias do mundo. O país ocupa a 11ª posição em 2025, passa para o 10º lugar em 2026 e chega à 9ª posição em 2027.

Ano Posição do Brasil PIB em US$ correntes
2025 11º lugar US$ 2,279 trilhões
2026 10º lugar US$ 2,635 trilhões
2027 9º lugar US$ 2,766 trilhões

Por que o ranking importa para o mercado?

O desempenho do PIB é acompanhado por investidores porque ajuda a medir o ritmo da atividade econômica, a força da demanda interna e o ambiente para empresas, crédito, arrecadação e política monetária.

Um crescimento acima da média global pode reforçar a percepção de resiliência da economia brasileira. Por outro lado, também exige atenção sobre seus efeitos em inflação, juros e condução da política monetária, especialmente em um ambiente em que bancos centrais seguem monitorando o comportamento da atividade e dos preços.

No caso brasileiro, o avanço de 1,1% no trimestre coloca o país em posição relevante no início de 2026. Ao mesmo tempo, a projeção de ganho de posições no ranking das maiores economias reforça a leitura de que o Brasil pode ampliar sua participação relativa no PIB global nos próximos anos, segundo os dados reunidos pela Austin Rating.

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