
Caso completou um ano em janeiro. Delegado de polícia atirou em casa na esposa, na empregada doméstica e depois na enfermeira de um hospital do Lago Sul
O filho do delegado Mikhail Rocha e Menezes, que baleou a esposa, uma diarista e uma enfermeira no Distrito Federal em janeiro de 2025, vai receber pensão civil após a morte do pai.
A concessão foi publicada na sexta-feira (29) no Diário Oficial do DF. A criança, que tinha 7 anos quando o caso ocorreu, também foi atingida por estilhaços da arma de fogo disparada pelo delegado.
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A pensão tem efeitos retroativos a 24 de abril de 2026, data da morte de Mikhail Rocha.
O delegado tinha 46 anos e respondia por tentativa de feminicídio contra a então esposa e por tentativa de homicídio contra outras duas mulheres, baleadas durante os episódios ocorridos em janeiro de 2025.
Morte em Goiás
Em abril deste ano, Mikhail foi encontrado morto em uma área de mata às margens da BR-153, em Goiânia.
Na época, a Polícia Civil informou que foram solicitadas perícias para esclarecer as circunstâncias da morte.
Delegado Mikhail Rocha.
reprodução
O delegado estava afastado das funções desde outubro de 2025, por medida cautelar, mas continuava recebendo salário. Em março deste ano, segundo o Portal da Transparência, ele recebeu R$ 20.039,32 de remuneração líquida.
🔎 Seis meses depois do crime, o delegado chegou a ser promovido na carreira, com aumento de salário, inclusive. Depois que a TV Globo mostrou o fato, a promoção foi cancelada.
Relembre o caso
Vídeo mostra momento da prisão do delegado que atirou em três mulheres no DF
O caso aconteceu em 16 de janeiro de 2025, no condomínio Santa Mônica, no Jardim Botânico – área nobre de Brasília. Mikhail Rocha e Menezes, aos 46 anos, trabalhava na Delegacia de São Sebastião.
Ele estava em casa quando atirou na mulher, Andréa Rodrigues Machado e Menezes, de 40 anos, e na diarista, Oscelina Moura Neves de Oliveira, de 45 anos.
O filho do casal, de 7 anos, foi atingido de raspão. Mikhail levou o menino até o Hospital Brasília, no Lago Sul. Segundo testemunhas, ele chegou nervoso, exigindo atendimento imediato para o filho.
Priscila Pessoa Rodrigues, de 45 anos, supervisora da enfermaria, foi intervir e acabou levando um tiro entre o pescoço e a clavícula.
Ao ser encontrado e abordado pela PM, o delegado resistiu à prisão (veja vídeo acima). Ele estava com duas armas.
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