O Ibovespa encerrou a sessão desta quarta-feira (3) em forte queda, pressionado pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, pela aversão ao risco nos mercados globais e pela continuidade do fluxo de saída de investidores estrangeiros da bolsa brasileira. O principal índice da B3 recuou 2,22%, aos 170.330,63 pontos, uma perda de 3.867,01 pontos em relação ao fechamento anterior.
Ao longo do pregão, o índice chegou a tocar a mínima de 170.008 pontos, muito próximo de perder o patamar dos 170 mil pontos. O movimento devolveu com folga os ganhos registrados na sessão anterior, quando o mercado havia interrompido uma sequência de cinco quedas consecutivas.
O clima de cautela também foi refletido no mercado de câmbio. O dólar comercial avançou 1,15% frente ao real, encerrando o dia cotado a R$ 5,067. Ao mesmo tempo, os juros futuros registraram alta em toda a curva, acompanhando o aumento da percepção de risco.
Conflito entre EUA e Irã volta ao radar dos investidores
O cenário internacional voltou a ser o principal vetor de preocupação dos mercados. Após o otimismo observado na véspera com possíveis avanços diplomáticos, os confrontos entre Estados Unidos e Irã voltaram a se intensificar, reduzindo o apetite por ativos de risco.
Com a escalada das tensões, o petróleo voltou a registrar ganhos consistentes, enquanto investidores buscaram proteção em ativos considerados mais seguros. O movimento também fortaleceu a moeda norte-americana no mercado global.
Nos Estados Unidos, os principais índices acionários encerraram o pregão em queda. Além das preocupações geopolíticas, os investidores monitoraram novos indicadores econômicos. O relatório ADP, que mede a criação de vagas no setor privado, apontou um resultado acima das expectativas do mercado, reforçando a percepção de resiliência da economia americana.
Dólar forte e cautela dominam os mercados
O fortalecimento da moeda norte-americana foi evidenciado pelo avanço do índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes e voltou a se aproximar dos 100 pontos.
Com o aumento das incertezas externas e a proximidade do feriado de Corpus Christi, investidores encerraram posições e reduziram exposição ao risco. O resultado foi uma sessão marcada por forte volatilidade e realização de lucros na bolsa brasileira.
Agora, o mercado terá uma pausa durante o feriado para reavaliar os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, os próximos indicadores econômicos dos Estados Unidos e os impactos desses fatores sobre os ativos domésticos.
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