Criança de 7 anos morre em piscina e parque aquático fecha em PE

Bryan Henrique de Souza de BarrosReprodução

Um menino de sete anos morreu após se afogar em uma piscina do Parque Aquático Via Park, em Olinda, Pernambuco, no sábado (25). Bryan Henrique de Souza de Barros foi retirado da água desacordado, recebeu os primeiros socorros no local e foi encaminhado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu.

O estabelecimento não abriu no domingo (26). Em nota divulgada após a morte, a administração informou que a suspensão das atividades foi uma decisão própria, adotada por respeito à família e para colaborar com a apuração. Até o início manhã desta segunda-feira (27), não havia anúncio público sobre a data de reabertura.

Caso será investigado

A ocorrência foi registrada pela Polícia Civil de Pernambuco na 7ª Delegacia Seccional de Olinda. De acordo com a corporação, a criança foi encontrada inconsciente dentro da piscina e levada para atendimento médico. A investigação deverá reconstruir o período em que Bryan permaneceu na água, as medidas de segurança existentes e a resposta dos funcionários depois que ele foi localizado.

Familiares afirmam que a piscina aparentava ser rasa, mas alcançava mais de 1,60 metro em determinado trecho. Eles também questionam se a mudança de profundidade estava suficientemente sinalizada. Essas declarações ainda não foram confrontadas com laudo técnico, imagens do parque ou manifestação detalhada dos responsáveis pelo estabelecimento.

Em comunicado, o Via Park declarou que a equipe prestou os primeiros atendimentos, providenciou o transporte urgente à UPA e entrou em contato com a família. O parque disse ainda que oferece apoio aos parentes e que está à disposição das autoridades. A nota não esclareceu quantos guarda-vidas trabalhavam no momento da ocorrência, quais eram suas qualificações, nem como a área da piscina era monitorada.

Também não foram divulgadas informações sobre as licenças de funcionamento, o histórico de vistorias, as regras de acesso de crianças às piscinas e a existência de câmeras que possam ajudar a esclarecer a sequência dos fatos. 

O iG procurou a Polícia Civil e o Via Park para comentarem sobre o ocorrido e aguarda retorno. 

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