Grupo é preso por golpe de boletos falsos em São Paulo

Grupo é preso por golpe de boletos falsos em São PauloPolícia Civil RS/Reprodução

Uma quadrilha que atuava aplicando o golpe de falsos boletos foi presa em São Paulo. Ao todo, quatro pessoas foram detidas na Operação Paper Trail, realizada pela Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul com apoio da Polícia Civil de São Paulo.

De acordo com as informações da polícia gaúcha, a investigação começou após uma mulher denunciar ter pago pouco mais de R$ 52 mil em dois boletos falsos.

Segundo a vítima, uma mulher se identificou como atendente de uma instituição financeira por meio de uma rede social. Os documentos apresentavam aparência idêntica aos originais e utilizavam o CNPJ como suposto beneficiário final. Porém, os valores eram destinados para a conta bancária controlada pelo grupo criminoso.

Os boletos levaram à identificação da conta receptora. A partir daí, foram realizadas diligências com autorização judicial, incluindo quebras de sigilo telefônico, telemático e informático. O cruzamento dos dados permitiu mapear toda a atuação dos quatro investigados.

Alguns valores chegavam a mais de R$ 23 mil por operação, conforme informou a polícia.

A investigação ainda apontou que a quadrilha atuava de forma organizada, com divisão clara de funções, e aplicava o golpe do falso boleto contra clientes de diversas instituições financeiras. Foram identificadas vítimas em pelo menos três estados do país.

Nesta terça-feira (16), a ação das polícias gaúcha e paulista cumpriu 20 medidas cautelares. Além dos investigados, a polícia apreendeu também diversos celulares.

Ainda de acordo com a polícia, a investigação identificou quatro integrantes do grupo: dois homens, um de 35 anos e outro de 30 anos, e duas mulheres, uma de 33 anos e outra de 28 anos. Todos os suspeitos são de São Paulo.

Eles atuavam com funções distintas e complementares. O grupo vai responder por envolvimento em esquema estruturado de estelionato mediante fraude eletrônica, falsificação de documento particular, falsa identidade e associação criminosa.

Como era o golpe?

De acordo com a investigação, o grupo operava com modo de atuação estruturado em quatro etapas.

Na primeira fase, de captação de vítimas, os investigados monitoravam uma plataforma de reclamações em busca de clientes que relatavam dificuldades para obter boletos de quitação antecipada de empréstimos de diversas instituições financeiras.

Após isso, na fase de abordagem, o grupo fazia o contato com a vítima por meio de uma rede social. Eles fingiam ser o suporte oficial da instituição financeira.

Na terceira fase, segundo a polícia, era feita a falsificação dos boletos originais. Os documentos eram gerados legalmente em nome de um dos investigados e eram repassados a outros membros do grupo, que substituíam os dados do beneficiário pelos da instituição financeira.

Por fim, na fase de recebimento, os valores pagos eram creditados diretamente na conta do membro apontado como o elo financeiro do grupo. Ele ainda retinha um percentual de 10% dos valores recebidos pela disponibilização da conta bancária.

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