
Se dentro de campo a Copa do Mundo ainda reserva suas disputas, nas redes sociais a Seleção Brasileira já abriu vantagem sobre os adversários. Um levantamento realizado pela mLabs — plataforma brasileira de gestão e análise de mídias sociais — aponta que o Brasil lidera com folga o ranking de engajamento entre as 48 seleções classificadas para o Mundial de 2026.
A análise considerou os perfis oficiais das equipes no Instagram entre 1º de janeiro e 31 de maio deste ano, período que concentrou boa parte da mobilização digital em torno do torneio.
261 vezes acima da Nova Zelândia
Segundo os dados, o perfil oficial da Seleção Brasileira registrou taxa de engajamento público de 7.082,47% — número que supera em cerca de 261 vezes o desempenho da Nova Zelândia, segunda colocada no ranking, com 27,06%.
Além da liderança proporcional, o Brasil também se destaca nos números absolutos: mais de 51,3 milhões de curtidas e quase 900 mil comentários acumulados no período analisado. O volume representa 17,6% de todas as curtidas registradas pelas seleções participantes da Copa do Mundo.
#JogaSinistro e convocação de Ancelotti
Entre os conteúdos de maior repercussão está a publicação de lançamento da camisa oficial da Seleção para o torneio. Com a hashtag #JogaSinistro, o post alcançou mais de 1,5 milhão de curtidas e 26 mil comentários. Já a convocação anunciada por Carlo Ancelotti ultrapassou 1 milhão de curtidas e gerou mais de 117 mil comentários.
Para Rafael Kiso, fundador e CMO da mLabs, o diferencial brasileiro está na capacidade de transformar audiência em conversa. “O Brasil se destaca não apenas pelo alcance, mas pela capacidade de mobilizar conversas. Os quase 900 mil comentários registrados mostram um público que vai além do consumo passivo de conteúdo e participa ativamente dos momentos mais importantes da Seleção”, afirma.
O levantamento mostra ainda que o Brasil ocupa a segunda posição em média de visualizações de Reels, com 4,286 milhões por publicação — atrás apenas da França, com média de 4,972 milhões.
Brasil supera Argentina, França e Alemanha juntas
Quando a comparação é feita apenas entre as seleções campeãs mundiais, a vantagem brasileira continua evidente. Juntas, Argentina, França, Alemanha, Espanha, Uruguai e Inglaterra somaram cerca de 503 mil comentários no período analisado. Sozinha, a Seleção Brasileira ultrapassou a marca de 800 mil comentários.
Portugal lidera em seguidores
Embora o Brasil seja líder em engajamento, o perfil mais seguido entre as seleções é o de Portugal, com 21,7 milhões de seguidores, ligeiramente acima dos 21 milhões da Seleção Brasileira.
A presença de Cristiano Ronaldo — atualmente a pessoa mais seguida do Instagram, com mais de 665 milhões de seguidores — ajuda a explicar o desempenho. Ainda assim, a diferença entre alcance e participação é reveladora: enquanto Portugal registra engajamento de 0,25%, o Brasil ultrapassa os 7 mil por cento, evidenciando que volume de seguidores nem sempre significa maior mobilização.
O caso da Nova Zelândia
Entre as histórias mais curiosas da pré-Copa está a da Nova Zelândia. Os All Whites registraram crescimento de 91,66% no número de seguidores entre março e maio e alcançaram a segunda maior taxa de engajamento entre todas as seleções.
O movimento ganhou força após um vídeo viral apontar o defensor Tim Payne como o “jogador menos conhecido da Copa do Mundo”. A repercussão internacional levou milhares de usuários a seguirem o atleta e, por consequência, a seleção neozelandesa — o que transformou os All Whites em um dos casos mais emblemáticos de viralização ligados ao torneio antes mesmo da estreia em campo.
Enquanto a disputa pela taça começa a ganhar forma nos gramados, os números mostram que, pelo menos no ambiente digital, o Brasil já conquistou uma vitória importante: a da atenção e da participação dos torcedores.
