Livro de 170 kg é o maior já impresso em língua portuguesa

A produção de obras em grandes dimensões também representa um desafio técnicopexels/arturoaez

O universo dos livros também tem seus recordistas de proporções quase inacreditáveis. Entre os exemplares mais imponentes já produzidos em língua portuguesa e no cenário mundial, há obras que chamam atenção pelo número de páginas, pelo peso e até pelas dimensões físicas fora do comum.

No Brasil, o maior livro impresso em português é “Pátria Amada – Consolidação Parcial da Legislação Tributária do Brasil”, uma obra monumental com 41.266 páginas. O volume mede 2,20 metros de altura por 1,15 metro de largura.

Em Portugal, o recorde entre os livros em língua portuguesa pertence a “A Açorianidade no Tempo”, lançado em 2023. A publicação reúne textos de 263 autores dos Açores, soma 29.694 páginas e tem uma lombada de 2,61 metros, com peso aproximado de 170 quilos.

A obra portuguesa chama atenção pela escala e pelo esforço editorial envolvido. O livro foi pensado como uma grande reunião de vozes e temas ligados à identidade açoriana, transformando um projeto cultural em um objeto de recorde.

Quando o assunto é o maior livro do mundo, o Guinness reconhece outro tipo de gigantismo: o título de recordista pertence a “This the Prophet Mohamed”, apresentado em Dubai, em 2012. O exemplar mede cerca de 5 metros de altura por mais de 8 metros de largura quando aberto, pesa aproximadamente 1.500 quilos e tem 429 páginas.

Os números ajudam a mostrar como esses livros vão além da leitura tradicional. Eles funcionam também como peças de exibição, marcos editoriais e demonstrações de técnica gráfica, já que produzir obras desse porte exige planejamento, material específico e soluções incomuns de impressão e encadernação.

Apesar de os recordes variarem conforme o critério adotado, maior em páginas, maior em peso ou maior em dimensões, o fato é que essas publicações despertam curiosidade justamente por desafiar o formato convencional do livro. Em vez de caber na estante, elas ocupam o espaço como monumentos impressos.

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