Prefeitura de Taubaté rescinde contrato com empresa gestora do Hmut


Hospital Municipal Universitário de Taubaté (HMUT)
Rauston Naves/TV Vanguarda
A Prefeitura de Taubaté decidiu rescindir o contrato com a Santa Casa de Misericórdia de Chavantes, atual responsável pela gestão do Hospital Municipal de Taubaté (Hmut).
Em nota oficial, o Grupo Chavantes confirmou a rescisão nesta quarta-feira (1º) e disse que recebeu a comunicação da Prefeitura para o encerramento das atividades a partir do dia 1º de agosto.
Segundo o grupo, a empresa já iniciou o processo de comunicação aos funcionários e aos fornecedores.
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“É fundamental esclarecer que, ao longo de toda a gestão, o Grupo Chavantes prestou um serviço de excelência, cumprindo e superando as metas estabelecidas, mesmo enfrentando um sufocamento financeiro deliberado por parte do município”, disse em nota.
“O Grupo Chavantes reitera que sempre manifestou o interesse em dar continuidade ao trabalho e alertou, exaustivamente, sobre os riscos assistenciais de uma interrupção abrupta. Reafirmamos nosso compromisso com a população de Taubaté e garantimos que, até o último dia de nossa permanência, todos os esforços serão empenhados para manter a assistência e minimizar os riscos ao atendimento dos pacientes”, acrescentou.
Taubaté suspende chamamento público do HMUT
A Santa Casa de Chavantes assumiu a gestão do hospital em 2024, ainda durante a administração do ex-prefeito José Saud (Progressistas).
Já na gestão do atual prefeito, Sérgio Victor (Novo), apesar da renovação do contrato por mais um ano, a prefeitura e a entidade passaram a travar uma disputa judicial.
No ano passado, o poder público chegou a reter repasses à Chavantes, alegando descumprimento de metas contratuais. O contrato também foi alvo de questionamentos do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.
O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Taubaté, mas não havia obtido resposta até a última atualização desta reportagem.
Nova OS
Em dezembro do ano passado, a prefeitura havia publicado um edital para contratar uma OS, mas ele foi suspenso em janeiro deste ano, sob a alegação de necessidade de ajustes técnicos na gestão hospitalar.
Em março, a Secretaria de Saúde abriu um novo chamamento, estabelecendo o prazo final até esta sexta-feira (24). Contudo, na última quarta (22), o prazo havia sido estendido até o dia 8 de maio. A medida também havia sido publicada no diário oficial.
O edital previa valor estimado de até R$ 132 milhões para o custeio e a gestão das atividades nos primeiros 12 meses, podendo significar cerca de R$ 11 milhões por mês, representando um aumento de 17% em relação ao contrato atual.
O edital também previa que a OSS vencedora deveria absorver os funcionários que já atuam na unidade no início da prestação dos serviços, para garantir a continuidade do atendimento, além de manter as atividades de ensino e pesquisa integradas à Universidade de Taubaté (Unitau).
Fachada Reitoria Universidade de Taubaté – Unitau.
Flávia Cabral – ACOM/UNITAU
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