
O prefeito Ricardo Nunes (MDB), juntamente com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), inauguram nesta quarta-feira (01) um novo espaço de lazer na cidade de São Paulo, a Praça do Triunfo. Situada onde antes ficava a “Cracolândia”, nome popular dado ao lugar que abrigava diversos usuários de drogas no bairro de Santa Ifigênia, na região central da capital.
O novo espaço conta com uma quadra poliesportiva além de equipamentos de lazer e jardins. O muro, que foi construído em 2024 como uma barreira para o fluxo de usuários de droga que ficavam na região, foi abaixo.
A entrega do espaço acontece nesta quinta-feira (01) às 15h, com a presença do governador do estado Tarcísio de Freitas (Republicanos). A praça será totalmente aberta à população e terá os tapumes de reforma retirados antes mesmo da inauguração oficial.
O Muro da Cracolândia
Em maio de 2024, a Prefeitura de São Paulo subiu um muro de concreto com 40 metros de extensão e 2,5 metros de altura, na intenção de delimitar a área e confinar os usuários de drogas que habitam o centro da cidade. O espaço fica localizado entre a Rua dos Protestantes e a Rua dos Gusmões, próximo a estação da Luz, na região da Santa Ifigênia.
Na época, a prefeitura argumentou que a construção foi feita para melhorar o atendimento dos usuários e garantir mais segurança para as equipes de assistência social, além de facilitar o trânsito de veículos na região, mas a medida teve grande repercussão e críticas de entidades de direitos humanos. Ativistas chegaram a apelidar o “Muro da Cracolândia” como uma espécie de “campo de concentração de usuários”, afirmando que sua funcionalidade era esconder aquelas pessoas do público e prendê-las.
Revitalização do centro
A chamada “revitalização do centro” é um projeto do Governo do Estado de São Paulo que pretende reformar áreas do centro histórico da capital, investindo em reformas de diversos espaços importantes para a história da capital paulista.
Além das reformas, o projeto pretende aumentar o número de moradores nessas áreas afetadas, investindo em habitações residenciais de interesse social e acessibilidade. O projeto também investe em policiamento na região central de São Paulo, contando também com a instalação de câmeras.
