Governo da Venezuela contabiliza 2.295 mortes pelos terremotos

Região destruída pelos terremotos, na VenezuelaReprodução

O governo da Venezuela divulgou nesta quarta-feira (1º) a atualização do número de mortos e de feridos pelos terremotos que destruíram a capital Caracas na semana passada. Segundo os números oficiais, são agora 2.295 mortos e mais de 11 mil pessoas foram contabilizadas como feridas. No balanço do dia anterior, eram 1.943 mortos.

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Além disso, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, disse que há 12.841 pessoas afetadas pelo duplo tremor registrado no país no dia 24 de junho.

Para especialistas envolvidos na tragédia, há uma subnotificação significativa, considerando que mais corpos são retirados dos escombros diariamente e os necrotérios têm dificuldades para lidar com a grande quantidade de vítimas.

Enquanto isso, muitas pessoas recorreram a grupos de WhatsApp e bancos de dados digitais não governamentais para relatar o desaparecimento de familiares.

Um desses registros listava pelo menos 43.220 pessoas como desaparecidas.

Colapso na saúde

No início da semana, as autoridades alertaram para a situação do sistema de saúde, com hospitais danificados pelos tremores e vários até fechados, falta de pessoal e doenças infecciosas se alastrando na zona de desastre.

Ainda segundo o governo, os terremotos da semana passada danificaram ou comprometeram 38 hospitais em todo o país.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já avaliou 21 dessas instalações, três das quais não estão mais em funcionamento. Outras seis estruturas sofreram danos e as restantes estão agora a ruir.

Muitos médicos especialistas estão desaparecidos nos escombros

De acordo com a NASA, a estimativa é de que quase 59 mil edifícios foram danificados ou destruídos pelos terremotos em todo o país.

Resgate de sobreviventes

Apesar do enorme esforço das equipes de resgate locais e as que se deslocaram de vários países para ajudar, inclusive do Brasil, o número de sobreviventes encontrados nos escombros caiu drasticamente nos últimos três dias.

Segundo o governo, 5.380 pessoas foram salvas nos dois primeiros dias após os terremotos; nesta segunda-feira (29), foram apenas quatro pessoas encontradas vivas.

Nesta terça, uma criança foi o único sobrevivente foi resgatado com vida entre os escombros.

Especialistas afirmam que o período crucial para encontrar sobreviventes de terremotos é normalmente de 48 a 72 horas, mas é possível sobreviver por mais tempo, dependendo de fatores como temperatura e acesso a água ou comida.

Esses números não incluem os muitos resgates realizados em todo o país por grupos de voluntários.

Além dos sérios problemas envolvendo o sistema de saúde e o tempo curto para achar feridos com vida, as agências das Nações Unidas estima que os terremotos acumularam 1,2 milhão de toneladas de entulho, entre prédios destruídos e pertences pessoais. 

Trata-se de outro problema grave de saúde pública, porque, por conta da destruição, milhares de pessoas desabrigadas estão dormindo nas ruas ou em abrigos insalubres, expostas a este lixo.

 

 

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