
Copenhague, capital da Dinamarca, foi eleita a cidade mais habitável do mundo em 2026, segundo o Índice Global de Habitabilidade da Economist Intelligence Unit (EIU). A cidade alcançou 98 pontos e já lidera o ranking por dois anos seguidos.
O levantamento avaliou 173 cidades, levando em conta critérios como qualidade dos serviços de saúde, educação, infraestrutura, cultura, meio ambiente e estabilidade.
As dez cidades mais bem colocadas no ranking de 2026 são:
- Copenhague, capital da Dinamarca – 98,0 pontos
- Viena, capital da Áustria – 97,1 pontos
- Melbourne, na Austrália – 97,0 pontos
- Sydney, na Austrália – 96,6 pontos
- Zurique, na Suíça – 96,4 pontos
- Genebra, na Suíça – 96,1 pontos
- Osaka, no Japão – 96,0 pontos
- Adelaide, na Austrália – 95,9 pontos
- Vancouver, no Canadá – 95,8 pontos
- Tóquio, capital do Japão – 95,7 pontos
Entre as dez primeiras colocadas, Vancouver foi a única cidade da América do Norte a aparecer na lista, enquanto Tóquio foi a única megacidade do ranking.
Segundo a EIU, o estudo foi criado para ajudar empresas que transferem funcionários para trabalhar em outros países. Com base nas condições de vida de cada cidade, as empresas conseguem calcular benefícios extras para esses profissionais.

Mudanças no ranking
As maiores quedas em relação ao ranking do ano passado foram registradas em Mascate, capital de Omã, que perdeu 14 posições; Cidade do Kuwait, capital do Kuwait, com queda de 12 lugares; Amã, capital da Jordânia, com 11 posições; Manama, capital do Bahrein, com dez; e Doha, capital do Catar, com sete.
As maiores altas foram registradas em cidades da China. Fuzhou subiu sete posições, enquanto Wuxi, Nanjing e Zhuhai também melhoraram sua colocação. Lisboa, capital de Portugal, avançou seis posições.
Segundo a EIU, todas as cidades chinesas avaliadas melhoraram sua nota na área da saúde após anos de investimentos públicos. Entre as medidas estão a ampliação do acesso a hospitais e clínicas e o avanço da meta do governo de garantir que a população tenha uma unidade de saúde a até 15 minutos de caminhada de casa.
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As cidades menos habitáveis
Na parte de baixo do ranking, Damasco, capital da Síria, continuou na última colocação, posição que ocupa desde 2013.
As dez cidades menos habitáveis de 2026 são:
- Teerã, capital do Irã – 45,3 pontos
- Harare, capital do Zimbábue – 44,7 pontos
- Kyiv, capital da Ucrânia – 44,5 pontos
- Port Moresby, capital de Papua-Nova Guiné – 44,1 pontos
- Lagos, na Nigéria – 43,5 pontos
- Argel, capital da Argélia – 42,8 pontos
- Karachi, no Paquistão – 42,7 pontos
- Daca, capital de Bangladesh – 41,7 pontos
- Trípoli, capital da Líbia – 40,9 pontos
- Damasco, capital da Síria – 31,6 pontos
Segundo a EIU, as maiores quedas registradas neste ano ocorreram em cidades do Oriente Médio.
Entre as cidades com as menores pontuações, duas chamam a atenção por serem afetadas por guerras. Teerã, capital do Irã, enfrenta os impactos das tensões envolvendo Israel e os Estados Unidos desde fevereiro deste ano. Já Kyiv, capital da Ucrânia, continua entre as cidades menos habitáveis em meio à guerra com a Rússia, que começou em 2022.
Dez anos de estabilidade
A comparação entre os rankings de 2016 e 2026 mostra que houve poucas mudanças entre as cidades mais bem avaliadas e as que tiveram os piores resultados. Viena, capital da Áustria, e Melbourne, na Austrália, continuaram entre as líderes durante toda a década, enquanto Copenhague firmou sua liderança nos dois últimos anos.
Na outra ponta, Damasco continuou como a cidade com as piores condições de vida durante toda a década. Lagos, na Nigéria; Karachi, no Paquistão; e Kyiv, capital da Ucrânia, também ficaram entre as cidades com menor pontuação ao longo dos últimos dez anos.
Em outras regiões, as mudanças foram menores. Moscou, capital da Rússia, apresentou uma leve queda na classificação ao longo da década. Na América Latina, Buenos Aires, capital da Argentina, continuou como a cidade mais bem colocada da região, seguida por São Paulo, no Brasil. Caracas, capital da Venezuela, ficou na última posição entre as cidades latino-americanas avaliadas. Já Pequim, capital da China, manteve um desempenho estável durante todo o período.
