NASA testa novo propulsor que pode acelerar viagens a Marte

Tecnologia elétrica usa plasma de lítio e promete ajudar espaçonaves em viagens longas pelo Sistema SolarWikimedia Commons/NASA/MSFC

A NASA realizou testes com um novo tipo de propulsor elétrico de alta potência que pode representar um avanço para futuras missões espaciais de longa duração, incluindo viagens tripuladas a Marte. O equipamento, desenvolvido para operar com plasma alimentado por lítio, alcançou níveis de potência que superam sistemas elétricos usados atualmente em algumas missões da agência.

O teste foi conduzido pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL), da NASA, na Califórnia, nos Estados Unidos, e envolveu um protótipo de propulsor magnetoplasmadinâmico (MPD). A tecnologia chegou a aproximadamente 120 quilowatts de potência, uma marca considerada significativa para o desenvolvimento de novos sistemas de transporte espacial.

Apesar do avanço, o equipamento ainda está em fase experimental e não significa que astronautas já possam viajar para Marte com esse motor. A tecnologia precisa passar por novos testes antes de uma possível aplicação em missões tripuladas.

Como funciona o novo propulsor

Diferentemente dos foguetes tradicionais, que usam a queima de combustível químico para gerar força e sair do solo, o novo sistema utiliza eletricidade e campos magnéticos para criar impulso.

O funcionamento depende do uso de lítio, um elemento químico também presente em baterias recarregáveis de celulares, computadores e veículos elétricos. No equipamento da NASA, o material é aquecido e transformado em plasma, um estado da matéria formado quando um gás recebe tanta energia que suas partículas ficam eletricamente carregadas.

Depois dessa transformação, campos magnéticos aceleram esse plasma para fora do propulsor, criando uma força capaz de movimentar a nave no espaço.

Tecnologia pode ajudar em viagens mais longas

A principal vantagem desse tipo de propulsão é a capacidade de funcionar por períodos prolongados. Enquanto motores químicos oferecem grande força no início da viagem, mas consomem grandes quantidades de combustível, os propulsores elétricos conseguem gerar impulso continuamente durante mais tempo.

Essa característica pode ser importante para missões de longa distância, como uma eventual viagem humana a Marte, que pode durar vários meses.

O modelo testado pela NASA alcançou 120 quilowatts de potência, uma capacidade superior à de muitos propulsores elétricos utilizados atualmente em missões espaciais.

Marte, também conhecido como planeta vermelhoReprodução/Nasa

Motor ainda precisa evoluir antes de levar astronautas

Segundo a NASA, ainda existem desafios antes que esse tipo de tecnologia possa ser usado em missões tripuladas. Entre eles estão ampliar a escala do equipamento e garantir que o sistema consiga funcionar de forma segura e estável durante longos períodos.

A agência espacial norte-americana desenvolve diferentes tecnologias para tornar possível a exploração humana de Marte, incluindo sistemas de transporte, proteção contra radiação e estruturas de suporte à vida.

Antes de uma missão ao planeta vermelho, a NASA planeja ampliar a presença humana na Lua por meio do programa Artemis. As missões lunares devem servir como uma etapa de preparação para futuras viagens ao espaço profundo.

O novo propulsor faz parte desse esforço de longo prazo e pode se tornar uma peça importante para tornar viagens interplanetárias mais eficientes no futuro.

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