
Empresa de trader investigada por golpes pode ter feito mais de 2 mil vítimas
A defesa do DF Group, grupo suspeito de aplicar golpes em investidores, descreveu como “desproporcionais e juridicamente questionáveis” as prisões do fundador e CEO Douglas Fonseca e de mais 10 investigados. A equipe afirmou que busca a revisão de medidas cautelares impostas pela Justiça.
Na terça-feira (14), a Justiça prorrogou a prisão temporária dos suspeitos. Após os cinco dias, a Polícia Civil pode solicitar a conversão para prisão preventiva. Veja lista com nomes dos investigados ao fim da reportagem.
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Em nota divulgada nas redes sociais, a defesa informou ainda que, em virtude da suspensão das atividades e do bloqueio de contas e ativos financeiros, a empresa está impossibilitada de realizar pagamentos ou qualquer movimentação financeira aos investidores.
“Restabelecidas as atividades, a DF Trader iniciará o processo de contato com todos os investidores para negociar e regularizar as pendências eventualmente existentes da melhor forma jurídica e operacional possível”, garantiu.
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De acordo com o superintendente de operações integradas da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), delegado Matheus Zanatta, as buscas continuam por Tharsio Moura Soares Gusmão, alvo da operação que permanece foragido.
Os investigados são:
Janda Maira de Sousa Silva;
Ícaro Teixeira de Sousa;
Douglas Fonseca Araújo, CEO e proprietário da DF Group;
Milena Alves Torres;
Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu;
Lucas Soares Coutinho;
Viviane Alves da Silva, gerente da DF Group;
Caio Fonseca Araújo;
Caio Guilherme Campelo;
Vitória Gabriely Conceição Fonseca Araújo;
Eduardo Lima de Sousa.
Veja nota da defesa
A defesa técnica do DF GROUP e dos investigados esclarece que, em razão das medidas cautelares atualmente em vigor (dentre elas a prisão temporária: o bloqueio de contas e ativos financeiros: a suspensão das atividades da empresa; e a apreensão de documentos e equipamentos), a empresa encontra-se impossibilitada de desenvolver suas atividades e de realizar pagamentos ou qualquer movimentação financeira, sob pena de descumprimento de ordem judicial.
Enquanto permanecerem essas restrições judiciais, não hà viabilidade operacional ou jurídica para a reorganização das atividades da empresa, tampouco para a retomada de qualquer fluxo regular de pagamentos.
A defesa esclarece, ainda, que os “consultores”/parceiros não detêm poder de gestão, administração financeira ou disponibilidade sobre os recursos atualmente atingidos pelas medidas judiciais, razão pela qual também foram diretamente impactados pelas medidas impostas.
Lamentamos e repudiamos os relatos de ameaças e constrangimentos dirigidos a consultores, parceiros e familiares, reiterando que essas pessoas não possuem qualquer controle sobre os ativos e recursos atualmente indisponíveis por determinação judicial. Eventuais condutas que extrapolem os limites da legalidade já estão sendo apuradas, com a adoção das providências necessárias para a responsabilização criminal dos respectivos autores.
A defesa reitera sua convicção de que as prisões efetuadas são desproporcionais e juridicamente questionáveis, razão pela qual sua legalidade já está sendo discutida no Poder Judiciário. Paralelamente, seguimos atuando para buscar a revisão das demais cautelares impostas, por compreender que a retomada das atividades empresariais constitui passo indispensável para a reconstrução da capacidade operacional e financeira da empresa. Restabelecidas as atividades, a DF TRADER iniciará o processo de contato com todos os investidores para negociar e regularizar as pendências eventualmente existentes da melhor forma jurídica e operacional possível.
Por fim, informamos que toda e qualquer manifestação oficial relacionada ao caso será prestada exclusivamente pelos advogados constituídos pela empresa e pelos investigados, preservando a regularidade das investigações e evitando a circulação de informações imprecisas. Os inquéritos tramitam em sigilo, razão pela qual terceiros não possuem acesso ao conteúdo dos autos nem às informações necessárias para prestar esclarecimentos públicos com segurança e fidelidade aos fatos.
*A reportagem está em atualização.
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Reprodução/Redes sociais
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