Corpo de jovem segue sem liberação cinco dias após acidente com Porsche, e mãe lamenta falta de velório: ‘Um antiluto’


Família de jovem morta em acidente com Porsche aguarda liberação do corpo pelo IML
A família de Lívia Bevilacqua Batista, de 20 anos, afirma viver dias de angústia à espera da liberação do corpo da jovem, que morreu após uma Porsche bater contra uma árvore e pegar fogo em Campinas (SP), na sexta-feira (10).
Cinco dias após o acidente e ainda sem conseguir realizar o velório e o sepultamento da filha, a mãe da jovem, Danila Bevilacqua, afirmou que a impossibilidade de se despedir tem aumentado o sofrimento.
“A gente está passando por um período que eu ainda nem chamo de luto. É um antiluto de muito sofrimento. Porque a gente está sofrendo essa perda e a gente não tem essa vivência material dela, física, para poder enterrar ela, se despedir dela”, relatou.
Cinco dias após acidente com Porsche, família lamenta falta de velório da jovem Lívia Bevilacqua: ‘Um antiluto’
Reprodução/EPTV
A mãe afirma que respeita os procedimentos necessários para a investigação e identificação da vítima, mas diz não compreender a demora na conclusão do processo.
“Isso para a gente está sendo muito angustiante, e sem entendermos o porquê. Respeitando os prazos, respeitando tudo que tem que ser feito, mas com muitas desinformações, muita coisa que a gente não está conseguindo identificar o que está acontecendo”, disse.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que a liberação do corpo depende da conclusão da identificação oficial realizada pela Polícia Técnico-Científica, que depende de exames – leia na íntegra abaixo.
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De acordo com a irmã Bianca Bevilacqua, Lívia havia saído de casa para jantar no bar Seo Rosa Gramado e foi buscada pelo motorista da Porsche, Arthur Rodrigues de Souza, de 20 anos. Estudante de medicina da faculdade São Leopoldo Mandic, ele era o proprietário e conduzia a Porsche envolvida no acidente.
A identidade de Arthur foi confirmada após o acidente e o corpo foi sepultado no fim da manhã de domingo (12), no Cemitério Municipal de Albertina (MG), onde o rapaz vivia com os pais.
A Polícia Civil confirmou oficialmente a identidade de Lívia nesta segunda-feira (14) e passou a investigar o caso como homicídio culposo na direção de veículo automotor.
🔎 O homicídio culposo na direção de veículo automotor ocorre quando o motorista causa a morte de alguém sem a intenção de matar. Isso acontece devido à imprudência, negligência ou imperícia, segundo o Código Penal.
Entrega de documentos
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Acervo Pessoal
O pai de Lívia, Adilson Silvio Batista, contou que a família passou a procurar por Lívia após descobrir que ela havia saído com o motorista da Porsche e não retornou para casa.
Segundo ele, a procura começou após a notícia de um acidente envolvendo um veículo do mesmo modelo próximo à residência da família. “A partir daí começou a angústia”, afirmou.
Adilson disse que esteve no local da colisão, encontrou objetos da filha e, na sequência, procurou a delegacia e o Instituto Médico Legal (IML).
“Chegando lá tive a certeza que era minha filha pela roupa do corpo. Ela e o rapaz, os dois muito bem difíceis de identificar, mas ela, pela roupa, eu identifiquei no primeiro momento”, relatou.
Família aguarda despedida
Mesmo após a inclusão do nome de Lívia como vítima fatal no boletim de ocorrência, a família afirma não entender o motivo do corpo ainda não ter sido liberado.
O pai também informou que apresentou todos os materiais solicitados pela polícia para auxiliar na identificação. “Toda a arcada dentária, fotos dela, filmagem, filmagem do carro, filmagem do local que ela saiu. Tudo, tudo. Tudo o que pediram e o meu DNA. Não tem mais o que fazer”, afirmou.
Questionado sobre quando acredita que poderá se despedir da filha, Adilson respondeu que ainda não recebeu uma previsão. “A gente não tem uma posição. Falam em tempo indeterminado. Não tem previsão”, disse.
O que diz a SSP?
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a inclusão do nome de Lívia como vítima no boletim de ocorrência foi feita com base nos elementos reunidos pela investigação, como informações de familiares e testemunhas, para qualificar o caso.
No entanto, a pasta destacou que esse procedimento não substitui a identificação oficial do corpo. Leia a nota na íntegra:
“A Polícia Civil informa que a inclusão do nome da jovem como vítima no boletim de ocorrência decorre dos elementos de investigação reunidos até o momento, como informações prestadas por familiares e testemunhas, e tem a finalidade de qualificar a ocorrência. Esse procedimento, no entanto, não substitui a identificação médico-legal do corpo.
A liberação do corpo depende da conclusão da identificação oficial realizada pela Polícia Técnico-Científica, conforme os protocolos técnico-científicos e a legislação vigente. Esse procedimento pode envolver exames papiloscópicos, odontolegais, genéticos ou outros métodos periciais, conforme as condições do corpo, e somente após sua conclusão é autorizada a liberação aos familiares.”
Batida
O acidente ocorreu na noite da última sexta-feira (10), na altura do km 93 da Rodovia Francisco Von Zuben (SP-091). Imagens de câmera de segurança mostram o momento em que o automóvel atinge a árvore e explode — assista acima.
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Artes/g1
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Lívia Bevilacqua Batista, de 20 anos,é
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