Polícia retira armas de agressores para proteger mulheres no DF

Arsenal é apreendido pela PCDF em cumprimento de mandados de busca e apreensão expedidos no âmbito de casos de violência doméstica contra mulher Divulgação/PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) cumpriu três mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (15), no âmbito de processos de crimes de violência contra mulher que estão em tramiitação. A ação foi realizada em regiões administrativas do DF e acabou apreendendo cinco armas e 363 munições sob o poder de homens que são investigados por casos de violência doméstica e familiar.

A Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II (DEAM II) liderou a operação que aconteceu nas regiões de 26 de Setembro, Ceilândia (Sol Nascente) Taguatinga, no DF. Segundo a PCDF, a retirada desse arsenal de circulação e principalmente do poder dos investigados é para impedir ameaças e escalada das agressões que possam resultar em feminicídios.

Após denúncias, MPF fiscaliza verbas no combate à violência contra a mulher em RondôniaREPRODUÇÃO/AGÊNCIA BRASIL

Armas com potencial de fogo e letalidade

Na cidade de 26 de Setembro, os policiais realizaram as diligências, foi recolhida uma pistola Taurus G2C, calibre 9mm, dez munições do mesmo tamanho e mais três carregadores. Na segunda busca, a PCDF confiscou duas armas de choque em endereço do suspeito por agressão em Taguatinga

O maior volume de armamento apreendido foi na terceira diligência que aconteceu em endereços da região do Sol Nascente, em Brasília e no município de Cocalzinho de Goiás (GO) – aproximadamente 72,4 km do Distrito Federal. Nestes os investigadores apreenderam uma segunda pistola – Taurus G3C de 9mm -, carregada com 53 balas, mais uma carabina de cano longo, calibre 225.

Com esta última arma, foi recolhido um pote plástico contendo cerca de 300 munições prontas para uso. Todo esse material foi coletado formalmente e entregue às autoridades judiciárias competentes no Distrito Federal. Por meio de nota oficial, a corporação reforça as ações:

Cenário alarmante no DF e no Brasil

O recolhimento de armas em poder dos investigados é uma medida protetiva urgente, no atual cenário nacional de violência contra a mulher. Somente em 2025, o Brasil bateu recorde histórico triste: 1.568 mulheres foram vítimas de feminicídio, o que representa crescimento de 4,7% em relação a 2024, conforme dados recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. 

Trazendo para o dia a dia, esses números revelam uma média assustadora de que quatro mulheres são assassinadas por dia, pelo simples fato de ser do sexo feminino – motivação de gênero.

Em todo território do DF, os dados da violência crescem conforme a tendência nacional. Segundo o 2º Anuário de Segurança Pública do Distrito Federal, elaborado e divulgado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública do DF (SSP/DF), a capital federal registrou uma alta de 27% nos casos de feminicídio, em comparação a 2024.

Violência contra a mulher(Foto: Freepik)

Já a pesquisa Panorama da Violência contra a Mulher no Distrito Federal, feita por órgãos públicos do DF, aponta que 2026 vem se mostrando violento: somente no primeiro trimestre, sete mulheres foram mortas e confirmadas e vinte tentativas. Além disso, pesquisas recentes apontam  sofreram atentados.

Essa pesquisa mostrou também que incríveis 77% das mulheres que moram em Brasília, relataram já ter sofrido algum tipo de agressão (física, moral, psicológica ou patrimonial) durante a vida e na maioria das vezes, demoraram a reconhecer o ciclo da violência.

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