
Juliana Brizola (PDT) no debate da RBS TV
Gustavo Chagas/g1
A Justiça do Rio Grande do Sul arquivou um processo movido contra a ex-deputada estadual e pré-candidata ao governo Juliana Brizola (PDT). O arquivamento decorre de um pedido do Ministério Público (MP-RS).
Juliana havia sido indiciada, em outubro de 2025, por suposta apropriação de dinheiro da avó, Dóris Daudt, 99 anos.
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No ano passado, a investigação começou a partir de uma notícia-crime, depois que o tio da parlamentar, Alfredo Daudt Júnior, tornou-se responsável legal pela mãe por cerca de um mês, entre o fim de janeiro até o final de fevereiro.
Nesse período, ele percebeu que a conta bancária da idosa estava negativa em R$ 44 mil, apesar de ter recebido uma indenização de R$ 1,8 milhão e uma pensão mensal de R$ 25 mil.
A decisão do Tribunal gaúcho entendeu, contudo, que as transferências financeiras questionadas foram reconhecidas como adiantamento de legítima e devidamente acertadas no inventário, assim como os empréstimos bancários foram integralmente assumidos por Juliana.
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“Diante disso, o noticiante manifestou expressa concordância com as contas prestadas por Juliana Brizola e afirmou não se opor ao arquivamento do inquérito policial”, consta em trecho da decisão da juíza Paula Fernandes Benedet, da 3ª Vara Regional de Garantias de Porto Alegre.
Juliana celebrou a decisão e disse que o arquivamento encerra o caso.
“Usaram a memória de uma senhora de 99 anos, que viveu sob meus cuidados até o último dia da sua vida, como arma política para me atacar. Ela foi a mulher que me criou. A mulher que me ensinou os valores que carrego até hoje. Eu sei que nada, absolutamente nada, vai trazer a minha avó de volta. Mas a justiça foi feita”, declarou a pedetista.
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