
A Copa do Mundo de 2026 acabou, mas o marketing esportivo já virou a chave para o próximo grande evento global. A menos de um ano da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil, a Rexona decidiu ocupar esse espaço de transição com uma estratégia que vai além da exposição de marca. Em vez de falar apenas sobre futebol, a empresa escolheu contar uma história de legado.
A marca anunciou Marta como sua nova embaixadora para o Mundial de 2027 e apresentou a campanha “O Último Suor”, lançada nos telões da Times Square, em Nova York. O movimento utiliza um dos cenários mais emblemáticos da Copa masculina para iniciar simbolicamente a jornada rumo ao torneio feminino que terá o Brasil como sede.
A escolha do local não foi casual. Durante o Mundial de 2026, a Times Square se transformou em um dos principais pontos de encontro de torcedores de diferentes países. Agora, o mesmo espaço passa a representar a ponte entre dois eventos que, cada vez mais, dividem a atenção das marcas e do público.
O conceito por trás de “O Último Suor”
O mercado vem mostrando que patrocinar competições esportivas já não basta. As campanhas mais relevantes são aquelas capazes de criar narrativas que sobrevivem ao calendário esportivo.
É justamente nessa lógica que a Rexona posiciona Marta. A campanha não celebra apenas uma atleta consagrada ou seus seis prêmios de melhor jogadora do mundo. O conceito propõe olhar para cada conquista como resultado de disciplina, esforço e persistência.
Ao encerrar o filme com a frase “O Último Suor Começa Agora”, a marca transforma um possível fim de ciclo em um novo começo. A narrativa deixa de tratar a carreira da jogadora como retrospectiva para apresentá-la como inspiração para a próxima geração de atletas.
Mais do que associar sua imagem a uma estrela do futebol, a empresa reforça atributos que historicamente fazem parte de sua comunicação: movimento, proteção e confiança.
A Copa de 2027 começa antes do apito inicial
Nos últimos anos, grandes eventos esportivos passaram a ser disputados muito antes da bola rolar. A preparação envolve construção de audiência, fortalecimento de comunidades e criação de vínculos emocionais capazes de durar meses — ou anos.
Ao anunciar Marta agora, a Rexona ocupa esse território com antecedência e amplia sua presença em um campeonato que promete ser um divisor de águas para o futebol feminino no Brasil.
A campanha também reforça uma estratégia de continuidade. Depois de investir em ativações durante a Copa do Mundo masculina de 2026, a marca mantém o diálogo com os fãs do esporte, mas muda o foco da narrativa. Em vez de interromper a conversa entre um torneio e outro, cria uma sequência natural entre os dois eventos.
Marta: maior artilheira da Copa Feminina
Poucos nomes carregam tanto simbolismo para o esporte brasileiro quanto Marta. Maior artilheira da história da Copa do Mundo Feminina e eleita seis vezes a melhor jogadora do planeta, ela representa uma trajetória construída muito antes de o futebol feminino receber a visibilidade atual.
Para a comunicação, isso significa trabalhar um ativo que vai além da popularidade. Legado tornou-se uma das palavras mais valiosas do marketing contemporâneo. Em um ambiente dominado por conteúdos rápidos e tendências passageiras, histórias que atravessam décadas conseguem criar conexões mais profundas com diferentes gerações.
A estratégia de expansão da campanha
A escolha de iniciar a campanha em Nova York e expandi-la posteriormente para as cidades-sede brasileiras mostra que o objetivo não é apenas gerar alcance internacional. A estratégia posiciona a Copa de 2027 como um evento que já começou a ser construído no imaginário do público.
Ao transformar o suor — normalmente associado ao esforço físico — em símbolo de dedicação, persistência e conquista, a Rexona reforça um posicionamento que dialoga diretamente com o universo esportivo sem depender exclusivamente do desempenho dentro de campo.
Em um mercado onde consumidores esperam propósito, representatividade e narrativas autênticas, “O Último Suor” mostra que o verdadeiro diferencial não está apenas em patrocinar grandes eventos — mas em participar das histórias que eles ajudam a escrever.
