O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira (23), pressionado por um ambiente de maior aversão ao risco nos mercados globais.
O movimento ocorreu mesmo diante da valorização do petróleo, que voltou a subir com força no cenário internacional.
Bancos e cíclicas lideram perdas
As ações de bancos e empresas ligadas ao ciclo econômico foram as principais responsáveis pelo desempenho negativo do índice.
Esses papéis sentiram o impacto da alta dos juros futuros, que reduz o apetite por risco e pressiona valuations.
Petrobras e Vale limitam queda
Por outro lado, os ganhos de Petrobras e Vale ajudaram a conter perdas mais intensas no índice.
As petroleiras foram beneficiadas pela forte valorização do petróleo no mercado internacional.
Petróleo dispara com tensões geopolíticas
O Brent voltou a superar a marca de US$ 100 por barril, acumulando a quinta alta consecutiva.
O movimento foi impulsionado pela escalada das tensões no Oriente Médio e pelo risco de interrupção no fluxo de petróleo em rotas estratégicas.
Declarações de Trump elevam incerteza
O mercado reagiu às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de ampliar ações militares contra o Irã e punir grupos aliados na região.
As falas reforçaram preocupações com o Estreito de Ormuz e outras rotas críticas para o transporte global de energia.
Cenário externo dita o ritmo
A combinação de juros mais altos e risco geopolítico elevado segue guiando o comportamento dos ativos.
Investidores permanecem cautelosos, monitorando tanto a trajetória da inflação global quanto os desdobramentos do conflito no Oriente Médio.
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