Polícia descobre laboratório de ‘supermaconha’ em Cariacica e prende mulher


Polícia encontra laboratório de ‘supermaconha’ e prende mulher em Cariacica
Uma mulher de 30 anos foi presa após a Polícia Civil encontrar um laboratório especializado no cultivo de maconha do tipo skunk, conhecida como “supermaconha”, em Cariacica, na Grande Vitória. A droga tem efeito cerca de dez vezes mais potente que a maconha tradicional, segundo a corporação.
A estrutura clandestina funcionava em duas casas no bairro Castelo Branco. No local, os policiais apreenderam cerca de 100 pés de skunk, fertilizantes usados no cultivo e 47 pinos de cocaína.
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Imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram dezenas de vasos com a planta em diferentes estágios de crescimento.
Segundo a investigação, os imóveis eram adaptados para a produção da droga, com sistemas de climatização e iluminação que mantinham um ambiente controlado para o cultivo.
De acordo com o chefe do Departamento Especializado em Narcóticos (Denarc), delegado Ricardo Almeida, a mulher presa, que não teve o nome divulgado, não era o principal alvo da operação.
“Essa região é uma área de influência da facção Terceiro Comando Puro (TCP). Conseguimos fazer essa abordagem e dar esse prejuízo para esse grupo. O alvo da operação seria o companheiro da mulher presa, mas ele não estava em nenhum dos dois endereços. Então ela, que tinha ciência do cultivo e participava, foi presa em flagrante”, disse.
Polícia encontrou laboratório de ‘supermaconha’ com cerca de 100 pés da droga e prendeu mulher em Cariacica, Espírito Santo
Divulgação/PCES
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Apesar do flagrante, a suspeita negou que soubesse da existência do laboratório ou tivesse participação na atividade. Ela foi autuada por tráfico de drogas e associação criminosa.
Segundo a Polícia Civil, ainda não é possível afirmar há quanto tempo o laboratório funcionava. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e descobrir para onde a droga era distribuída.
Produção especializada
O laboratório foi descoberto na última quarta-feira (22), durante uma operação do Departamento Especializado em Narcóticos (Denarc). De acordo com a delegada adjunta Fernanda Prado, os imóveis passaram a ser monitorados após informações obtidas pelo setor de inteligência.
“Começamos a monitorar e vimos que as casa não funcionam como residências, as janelas só ficavam trancadas e vedadas, além disso, exalavam um forte odor”, apontou.
Nos dois imóveis, a polícia encontrou equipamentos para controle de temperatura e iluminação, essenciais para o cultivo em ambiente fechado.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o conhecimento técnico empregado na produção. Segundo a delegada, o grupo separava as plantas machos das fêmeas para aumentar a concentração de THC, principal substância psicoativa da maconha.
“A planta fêmea é a que produz o THC por meio da sua flor. A partir do momento que a planta fica com a planta macho, a planta macho impede essa produção. Então é importante que haja uma separação dessas plantas para garantir uma produção qualificada da droga. Eles utilizavam essa técnica, o que demonstra esse conhecimento especializado do grupo”, explicou a delegada.
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