
PM morre após ser atropelado por motorista bêbado que dirigia na contramão em SP
A Justiça de São Paulo decidiu converter a prisão do homem que atropelou e matou um policial militar (PM) em preventiva. A audiência de custódia ocorreu nesta sexta-feira (24).
Bruno Yusio Sales Shimizu, de 22 anos, dirigia bêbado na Avenida Nove de Julho, na Zona Sul da capital paulista, na madrugada de quinta-feira (23), quando atingiu de frente na moto de um sargento da PM.
O agente Fábio Ferreira de Souza, de 50 anos, pilotava uma motocicleta e foi atingido pelo outro veículo, que era conduzido em alta velocidade na contramão.
Após o incidente, o criminoso foi preso em flagrante por homicídio culposo e foi conduzido ao 14º Distrito Policial (Pinheiros), onde a ocorrência foi registrada. O carro da marca Volvo foi apreendido.
A vítima foi encaminhada ao Hospital das Clínicas com parada cardiorrespiratória, mas não resistiu. O sargento da PM estava de licença. Tinha 26 anos de serviço e estava perto de se aposentar. Ele era casado e tinha dois filhos.
Sargento da PM pilotava moto quando foi atingido por carro na contramão da Avenida Nove de Julho, na Zona Sul de São Paulo
Divulgação
Esta foi a segunda vez que Shimizu se envolveu em um acidente com morte. O g1 apurou que em 2020, quando tinha 17 anos, ele bateu em um motociclista em uma rodovia próxima de Pilar do Sul, no interior do estado.
O piloto tinha 19 anos e morreu. Como era menor de idade, o motorista respondeu pelo ato infracional e não foi responsabilizado criminalmente.
Motorista gastou R$ 3 mil em bebidas
A TV Globo apurou que, minutos antes do acidente, o homem que atropelou o PM estava em uma balada na região da Vila Olímpia, onde gastou cerca de R$ 3 mil em bebidas alcóolicas.
Imagens de uma câmera de segurança mostram que o motorista tinha acabado de acessar a Av. Nove de Julho na contramão.
Depois de percorrer alguns metros no corredor de ônibus, o veículo foi desviado para a faixa central, momento em que atingiu a motocicleta. O motorista estacionou e saiu do carro com as mãos na cabeça ao ver o corpo no chão. Ele apresentou sinais de embriaguez e se recusou a fazer o teste do bafômetro.
Três pessoas o acompanhavam no veículo: duas mulheres, que foram embora do local antes da chegada da polícia, e um homem, que foi conduzido à delegacia e liberado.
*Sob supervisão de Alexandre Bazzan
