Exército abre 1º dia de atendimento a venezuelanos após queda do ditador Nicolas Maduro


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O Exército reabriu na manhã desta segunda-feira (5) os atendimentos no posto de triagem da Operação Acolhida, em Pacaraima, no Norte de Roraima, na fronteira com a Venezuela. O controle migratório na Polícia Federal também voltou a funcionar.
Este é o primeiro dia de atendimento no posto de triagem do Exército, dentro da Operação Acolhida, após a queda do ditador Nicolás Maduro. Ao longo do dia, a movimentação será monitorada para avaliar se haverá aumento no fluxo de migrantes venezuelanos.
Às 10h (horário local) o Exército deve falar com a imprensa sobre a atuação do Exército no monitoramento da fronteira Brasil – Venezuela.
Movimento de migrantes na fronteira do Brasil com a Venezuela no primeiro dia de atendimento após captura de Maduro
Ailton Alves/Rede Amazônica
Logo cedo, por um dos migrantes que aguardava para ser atendido era o Orlando Galanches. Ele disse ter recebido com surpresa a notícia do ataque ocorrido na Venezuela e espera que a situação no país seja resolvida por meio do diálogo.
“Chegamos ao Brasil em busca de melhoria de vida e de uma oportunidade de trabalho. A situação na Venezuela está muito difícil. Tenho família lá e a intenção é conseguir emprego para poder ajudá-los”, disse.
Segundo ele, familiares e conhecidos viveram momentos de tensão após o ataque. “Temos conhecidos que estavam na região e passaram a noite muito tensos. Algumas pessoas precisaram deixar onde estavam, mas depois a situação foi se acalmando. Agora, todos aguardam novas informações para saber o que vai acontecer”, relatou.
Orlando Galanches na espera por atendimento no posto da operação Acolhida
Ailton Alves/Rede Amazônica
Cerca de 200 agentes das Forças Armadas atuam na região. Em todo o estado de Roraima, são aproximadamente 2 mil militares empregados na operação. Na região da Amazônia, o efetivo chega a 10 mil agentes.
Criada em 2018, a Operação Acolhida é uma resposta humanitária ao intenso fluxo migratório de venezuelanos na fronteira entre os dois países e tem como objetivo garantir atendimento a refugiados e migrantes.
Controle migratório na Polícia Federal, em Pacaraima, também voltou a funcionar nesta segunda (5)
Ailton Alves/Rede Amazônica
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