CIVITAS triplica capacidade e fortalece apoio à segurança no Rio

O prefeito Eduardo Paes (PSD), o vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), e o chefe-executivo da CIVITAS, Davi Carreiro, participam da inauguração oficial da nova Sala de Situação da central de inteligência da Prefeitura do Rio, no COR-Rio.Cadu Barbosa / Portal iG

A Prefeitura do Rio inaugurou, nesta terça-feira (13), a nova sede da CIVITAS Rio (Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública). O Portal iG esteve presente no evento, realizado no Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio), na Cidade Nova.

A nova sala marca um salto operacional e tecnológico da central municipal. Com a ampliação, a capacidade de vigilância da cidade foi triplicada, assim como o número de profissionais dedicados à análise de dados e imagens. O efetivo passou de 38 para 110 agentes e especialistas, enquanto os novos equipamentos ocupam praticamente um andar inteiro do COR-Rio.

Operadores da CIVITAS atuam na nova Sala de Situação, que funciona 24 horas por dia e reúne equipes especializadas na análise de imagens, dados e informações estratégicas para apoio às investigações e às forças de segurança.Cadu Barbosa / Portal iG

Outro destaque é o aumento expressivo do orçamento anual da CIVITAS, que saltou de R$ 16 milhões para R$ 180 milhões, consolidando a central como uma das mais modernas estruturas municipais de inteligência do país.

O Portal iG esteve na apresentação da nova CIVITAS, no Rio, e conversou com o prefeito Eduardo Paes e com o chefe-executivo da central, Davi Carreiro, sobre a ampliação do monitoramento e o uso da tecnologia no apoio à segurança pública. pic.twitter.com/H9hHIA6Lb8

— iG (@iG) January 13, 2026

Em conversa com a imprensa, com a presença do Portal iG, o prefeito Eduardo Paes destacou o papel do município no apoio à segurança pública, especialmente por meio do uso da tecnologia.

O que fazemos aqui é auxiliar o governo do estado, que tem a responsabilidade direta pela segurança pública. Num mundo em que a tecnologia serve para praticamente tudo, é inaceitável não utilizá-la para ajudar na apuração e investigação de crimes. Este é um espaço de apoio às polícias Civil e Militar e ao sistema de Justiça”, afirmou.

O prefeito Eduardo Paes (PSD) conversa com a imprensa após a apresentação da nova estrutura da CIVITAS, no COR-Rio, nesta terça-feira (13Cadu Barbosa / Portal iG

Estrutura ampliada e inovação tecnológica

Criada em junho de 2024, a CIVITAS Rio iniciou as operações com cerca de 30 agentes operacionais. A partir desta terça, são 92 profissionais dedicados exclusivamente à operação, muitos deles guardas municipais readaptados, com conhecimento aprofundado do território e da dinâmica urbana da cidade.

A estrutura também abriga o Laboratório de Tecnologia e Dados, núcleo responsável pelo desenvolvimento de soluções próprias. O laboratório mais que dobrou de tamanho, passando de oito para 18 profissionais, entre físicos, matemáticos, cientistas de dados, analistas, desenvolvedores e programadores.

A previsão é que, até o fim de 2026, a central opere com 6.000 supercâmeras próprias, ampliando significativamente a capacidade de leitura de cenas, identificação de padrões criminais e geração de alertas em tempo real.

O chefe-executivo da CIVITAS, Davi Carreiro, explicou o funcionamento integrado da nova estrutura.

Não somos apenas uma central de vigilância. Produzimos tecnologia e cruzamos dados para oferecer apoio concreto às forças de segurança. A sala de situação funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, enquanto o laboratório desenvolve soluções específicas para os desafios de cada região da cidade”, afirmou.

Painéis exibem, em tempo real, imagens e dados do sistema de monitoramento da cidade do Rio de JaneiroCadu Barbosa / Portal iG

Apoio direto às investigações

Desde o início das operações, a CIVITAS Rio já apoiou mais de 3.500 casos, entre inquéritos, investigações e operações, sempre mediante solicitação oficial das forças de segurança e do sistema de Justiça. O trabalho envolve análise técnica de dados, reconstrução de trajetos, monitoramento em tempo real, identificação de placas suspeitas e conexões entre crimes aparentemente distintos.

A central também utiliza o Datalake Municipal, que reúne dados produzidos diariamente pela Prefeitura do Rio. As informações são cruzadas com registros da Central 1746, Disque Denúncia, Onde Tem Tiroteio e redes sociais abertas, permitindo análises mais precisas e respostas mais rápidas às demandas das forças de segurança.

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