
A Polícia Federal (PF) decidiu desligar a central de ar-condicionado o prédio da superintendência, em Brasília, durante à noite, após reclamação da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena no local por tentativa de golpe de Estado, desde 22 de novembro do ano passado.
A defesa de Bolsonaro reclamou que o ruído era contínuo, ao longo das 24 horas do dia, ultrapassava o mero desconforto e configurava uma perturbação constante à saúde e à integridade do ex-presidente.
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O filho e ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), que nesta semana publicou nas redes sociais uma foto do ex-presidente passando mal na cela, falou em “ruído intenso, alto e constante”, que estaria causando sofrimento psicológico e impedindo o ex-presidente de dormir e se alimentar adequadamente.
Os advogados solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que as autoridades da PF fossem oficiadas para adotar as providências técnicas necessárias para resolver a questão.
Sugeriram adequação do equipamento, isolamento acústico, mudança de layout ou outra solução equivalente para o aparelho de ar-condicionado.
Diante da petição, Moraes deu cinco dias para que a Superintendência da PF fornecesse informações sobre a reclamação da defesa.
Resposta
Em resposta, a PF confirmou a existência dos ruídos no sistema de climatização, mas afirmou que não seria possível “eliminar” ou “reduzir” o barulho sem a realização de obras estruturais no prédio, o que comprometeria o funcionamento da Superintendência por dias.
A solução adotada foi desligar a central de ar-condicionado todos os dias, das 19h30 às 7h30 do dia seguinte.
Esse é um horário em que não há expediente no prédio da Superintendência da PF no Distrito Federal, apenas o plantão para ocorrências em flagrante.
A central com geradores fica ao lado da cela de Bolsonaro.
Novo pedido de prisão domiciliar
A defesa de Bolsonaro protocolou um novo pedido prisão domiciliar humanitária, apontando a queda que o ex-presidente sofreu na noite do último dia 6.
Naquela noite, Bolsonaro caiu, bateu a cabeça e foi atendido por médicos, que apontaram traumatismo craniano leve. No dia seguinte, ele teve autorização para realizar exames no hospital DF Star, que confirmaram as lesões leves.
Depois disso, a defesa apresentou outra três petições e anda aguarda resposta.
Foram requisitados a inclusão de Bolsonaro no programa de remissão de pena por meio de leitura, acesso a uma Smart TV na cela da Superintendência da PF, onde ele cumpre pena; e atendimento religioso regular.
