
Um adolescente da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, se declarou culpado por assassinar cinco pessoas, incluindo o próprio irmão, poucas semanas antes do julgamento marcado para fevereiro deste ano.
Segundo a BBC News, Austin Thompson, hoje com 18 anos, admitiu a culpa por cinco acusações de homicídio em primeiro grau, tentativa de homicídio, duas acusações de agressão com arma letal, além de agressão a um policial.
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Austin admitiu ao juiz Paul Ridgeway, da Corte superior, que faz uso da medicação, mas garantiu que isso não influenciou sua decisão.
Os assassinatos ocorreram em 2022, quando Austin tinha 15 anos. Segundo a promotoria, o ataque começou por volta das 16h20, no dia 13 de outubro daquele ano, no bairro de Hedingham, em Raleigh, na casa da família.
Após um dia comum, jogando vídeo game, o adolescente pegou um rifle calibre.22 e atirou na parte de trás da cabeça do irmão, James Thompson.
Segundo o promotor assistente, Partrick Latour, James chegou a sobreviver ao disparo, mas morreu após sofrer 57 ferimentos causados por objeto cortante concentrado no pescoço.
Após matar o irmão, Thompson saiu pelas ruas do bairro e matou quatro pessoas que encontrou aleatoriamente, são elas: Nicole Conners, de 52 anos, Gabriel Torres, de 29, Mary Marshall, de 34 e Susan Karnatz, de 49.
Gabriel Torres, era um policial de Raleigh, que estava indo para o trabalho quando foi atingido por tiros à curta distância. Conforme a acusação, Gabriel não teve chance de reagir.
Entrevistas com familiares e professores não indicaram sinais evidentes que explicassem a violência e as investigações não apresentaram motivo claro para o ataque. Porém, análises do computador e celular de Austin mostravam pesquisas sobre tiroteios em massa, respostas de policiais e quais modelos de arma são usados nesse tipo de ataque.
A audiência de sentença está marcada para dia 2 de fevereiro e não tem previsão de encerramento. Como Thompson era menor quando cometeu os crimes, a pena de morte não se aplica, mas ele pode ser condenado a prisão perpétua, sem possibilidade de liberdade condicional.
