
O PSB, Cidadania e PSOL protocolaram dois pedidos de impeachment contra o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), por crime de responsabilidade, após ele ser citado pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, sobre a venda da instituição o Banco Regional de Brasília (BRB), controlado pelo governo do DF.
O negócio foi barrado pelo Banco Central (BC).
Como prevê a lei, os pedidos foram protocolados na Câmara Legislativa do DF e terão que passar por um longo caminho até a proposta ser votada em plenário.
Um dos pedidos é assinado por quatro membros do PSB-DF: Rodrigo Dias, o deputado federal Rodrigo Rollemberg, Ricardo Capelli e Leonardo Pinheiro, além do presidente do Cidadania-DF, Cristovam Buarque, e os advogados Rodrigo Pereira e Lynecker Juliano.
O outro pedido de impeachment é assinado pela presidente regional do PSOL, Giulia Tadini.
Os partidos apontam “atuação temerária” do governo, especialmente na aquisição de títulos vinculados ao Master.
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Eles citam compra de títulos “podres” e de origem irregular; criação de dívidas não previstas no orçamento público; negociação direta, privada e sem transparência com o próprio banqueiro, em violação ao princípio constitucional da publicidade, e influência indevida do governador nas decisões internas do BRB, inclusive com exigências diretas ao presidente da instituição para a prática de atos que configuram ilícitos administrativos.
As investigações do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) apontam que o Banco Master vendeu R$ 12,2 bilhões em carteiras inexistentes ao BRB.
O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro.
O objetivo da operação era tentar salvar o banco privado, que passava por uma crise de liquidez.
Depoimento à PF
Em depoimento à PF, durante as investigações de operações fraudulentas, Daniel Vorcaro afirmou que conversou com Ibaneis sobre a proposta de venda do Banco Master ao BRB e que teve encontros institucionais com o governador entre janeiro de 2024 e 2025.
A reportagem do Portal iG entrou em contato com a assessoria de imprensa de Ibanes Rocha, mas, até o momento, não obteve resposta. O espaço segue aberto.
