SP confirma 15ª morte registrada durante a Operação Chuvas 2026

Operação foi implantada dia 1 de dezembro e segue até 31 de marçoReprodução/ Agência SP

A 15ª morte registrada durante a Operação Chuvas 2026, implantada pela Defesa Civil de São Paulo, foi confirmada nesta segunda-feira (9).

Trata-se um homem que desapareceu após a embarcação em que ele estava tombar próximo à Estação de Tratamento de Esgoto do Córrego Barnabé, na região central de Indaiatuba (SP), na tarde do domingo (8).

Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atendimento de dois trabalhadores de uma empresa particular que estavam em uma embarcação, atuando na contenção de vazamento de resíduo químico e óleo mineral no local.

Segundo as primeiras informações, a embarcação tombou, após ser atingida por uma forte correnteza repentina, conhecida como “cabeça d’água” ou tromba d’água. Um dos trabalhadores foi arrastado pela força da água.

Choveu muito em Indaiatuba entre sábado (7) e domingo (8). Segundo dado fornecido pela Defesa Civil, foram registrados 57mm de chuva no período.

Outros municípios paulista também tiveram prejuízos no fim de semana, após temporais.

Corpo localizado

O Corpo de Bombeiros de Indaiatuba atuou na ocorrência no Córrego Barnabé com quatro viaturas e suas equipes, localizando a embarcação ainda no domingo.

As buscas pelo homem desaparecido continuaram até esta segunda-feira, quando, com a redução da correnteza, seu corpo foi localizado nas proximidades do ponto indicado por testemunhas como o local do tombamento da embarcação.

A vítima foi retirada e reconhecida por familiares.

Ainda de acordo com a Defesa Civil, a perícia foi acionada para avaliação do local e adoção das providências cabíveis, e a área permaneceu sob os cuidados do policiamento.

Vítimas das chuvas

Desde o início da Operação Chuvas 2026, 15 pessoas morreram em ocorrências relacionadas a chuvas intensas no estado de São Paulo.

O primeiro óbito foi registrado no dia 10 de dezembro, em Campos do Jordão, onde um homem foi vítima de deslizamento.

No mesmo dia, em São Paulo, a queda de um muro na Zona Leste de São Paulo matou uma mulher.

Dois dias depois, dia 12, em Guarulhos, uma árvore caiu sobre ponto de ônibus e também vitimou uma mulher.

No dia 13 de dezembro, um homem morreu em decorrência de uma descarga elétrica em Juquitiba.

No dia 14, um homem morreu em Bauru, após ser arrastado pela enxurrada durante um temporal.

O mesmo ocorreu em Ilhabela, no dia 16 de dezembro, vitimando uma mulher que foi levada pelas águas.

E ainda em Ilhabela, no mesmo dia, um homem morreu na queda de um muro.

Também no dia 16, mas em Guarulhos, um carro foi arrastado pela enxurrada e o motorista morreu.

Dia 29 de dezembro, o desabamento do telhado de um galpão matou um homem, em Franca.

Em janeiro, no dia 14, em Taubaté, uma mulher morreu ao ser atingida pela queda de uma árvore sobre seu veículo

Dois dias depois, dia 16, em São Paulo, um casal de idosos morreu na Zona Sul depois que o carro em que estava foi arrastado pela enxurrada.

Também em São Paulo, dia 25 de janeiro, na Vila Guilherme, um homem foi arrastado pelas águas pluviais.

O mesmo ocorreu com um homem, em Piracicaba, no dia 29.

A morte do trabalhador em Indaiatuba foi a primeira registrada no mês de fevereiro.

As chuvas devem continuar e, neste momento, a Defesa Civil mantém alerta de risco de deslizamentos de terra para pelo menos 30 municípios.

A Operação Chuvas 2026 segue até 31 de março.

O objetivo é intensificar ações preventivas, como o monitoramento climatológico 24 horas, emissão de alertas e realização de vistorias de campo, além da implantação de ações para conscientizar e orientar a população sobre os riscos relacionados à chuva e outros fenômenos naturais com maior incidência no verão.

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