Com custo de US$ 200 milhões e entrega em 2026, a primeira cidade flutuante na Coreia do Sul virou a maior aposta para vencer o nível do mar

Com custo de US$ 200 milhões e entrega em 2026, a primeira cidade flutuante na Coreia do Sul virou a maior aposta para vencer o nível do mar

A cidade flutuante de Busan, na Coreia do Sul, é o primeiro protótipo mundial de um urbanismo resiliente projetado pelo grupo Oceanix. O projeto visa abrigar milhares de pessoas em plataformas sustentáveis que acompanham as variações do oceano.

O que é a tecnologia Biorock usada na cidade flutuante de Busan?

Com custo de US$ 200 milhões e entrega em 2026, a primeira cidade flutuante na Coreia do Sul virou a maior aposta para vencer o nível do mar
(Imagem ilustrativa)Projeto da primeira cidade flutuante na Coreia do Sul projetada para suportar a alta do nível do mar

A base da cidade flutuante de Busan não utiliza concreto tradicional, mas sim a tecnologia Biorock. Através de correntes elétricas de baixa voltagem, minerais marinhos são atraídos para armações de aço, criando um calcário que se auto-repara e fica mais forte com o tempo.

Esse material é mais resistente que o concreto e ainda funciona como um recife artificial, regenerando a vida marinha local. É uma solução que transforma a infraestrutura urbana em um agente de preservação ambiental para o ecossistema costeiro.

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Como o design modular permite que a cidade cresça organicamente?

A estrutura é composta por plataformas hexagonais de 2 hectares cada, que podem ser conectadas conforme a necessidade da população. Esse design permite que Busan expanda sua área urbana sobre a água sem a necessidade de aterros sanitários destrutivos.

Para que o leitor entenda a urgência de projetos como este para o Brasil, apresentamos os dados populacionais costeiros conforme o IBGE:

  • População em Áreas de Risco: Milhões de brasileiros vivem em zonas vulneráveis ao avanço do mar.

  • Cidades Alvo: Metrópoles como Recife e Rio de Janeiro possuem áreas com risco de inundação até 2050.

  • Solução: O modelo de Busan serve de estudo para futuras adaptações em orlas brasileiras.

Como a Oceanix Busan garante 100% de autossuficiência?

A cidade flutuante de Busan foi projetada para ter desperdício zero, utilizando energia solar e sistemas de água em circuito fechado. A dessalinização e a reciclagem de águas cinzas garantem o suprimento hídrico sem depender de fontes terrestres.

Abaixo, estabelecemos uma ponte comparativa entre o urbanismo tradicional e o modelo flutuante para destacar as inovações em sustentabilidade:

Recurso Urbano Urbanismo Tradicional (Terrestre) Modelo Oceanix Busan (Flutuante)
Energia Dependência de redes externas e fósseis 100% Renovável (Solar e Ondas)
Produção de Alimento Transporte de longas distâncias Fazendas Aeropônicas e Hidropônicas
Resíduos Aterros e poluição de lençóis Sistema de Economia Circular (Lixo Zero)

Qual o papel da ONU-Habitat no projeto da Coreia do Sul?

O projeto em Busan é uma parceria entre a prefeitura local, a Oceanix e o programa ONU-Habitat. O objetivo é criar um modelo global que possa ser replicado em cidades vulneráveis como Jacarta, Miami e metrópoles africanas.

Para explorar uma solução futurista contra o aumento do nível do mar, selecionamos o conteúdo do canal EcoInnovaTech. No vídeo a seguir, o canal detalha visualmente o projeto Oceanix Busan, a primeira cidade flutuante protótipo do mundo na Coreia do Sul, apresentando as tecnologias de autorreparação e autossuficiência que podem revolucionar nossa habitação no oceano:

A autossuficiência alimentar é garantida por sistemas de agricultura urbana vertical instalados nos próprios módulos. Para informações sobre metas de desenvolvimento sustentável, o portal da ONU Brasil detalha os desafios das cidades resilientes para o século XXI.

Quando a primeira fase da cidade flutuante estará pronta?

O protótipo inicial para 12.000 pessoas é o primeiro passo para uma revolução no modo como vivemos. A cidade flutuante de Busan prova que, em vez de lutar contra o oceano com muros de contenção, podemos aprender a flutuar em harmonia com ele.

Este projeto coloca a Coreia do Sul na vanguarda da arquitetura climática. Ao final da construção, Busan não será apenas uma cidade portuária, mas o farol de esperança para um bilhão de pessoas ameaçadas pelo aquecimento global em todo o planeta.

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