Caso Orelha: delegado nega abuso de autoridade

O delegado geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses GabrielBruno Collaço / Alesc

O Delegado-Geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, negou supostos abusos de autoridade cometidos durante as investigações da morte do cão Orelha, que ocorreu em janeiro deste ano. A conduta dele nas investigações está sendo apurada pelo Ministério Público que, inclusive, pediu a exumação do corpo de Orelha para a realização de uma nova perícia. 

Em nota enviada ao iG, na manhã desta quarta-feira (11), o delegado afirmou que está “tranquilo” e que confia na atuação do Ministério Público. Ele afirmou que “acredita que as declarações dadas em entrevista coletiva no dia 27/01 motivam a investigação e que não tem como responder por abuso de autoridade e violação de sigilo funcional, pois nunca foi responsável pela investigação”.

Confira a nota completa:

Não fui notificado sobre a instauração do procedimento preparatório. Mas pelo que entendi a instauração decorre de supostas falas na coletiva da imprensa do dia 27/01.

Estou absolutamente tranquilo e confio na atuação do Ministério Público. Não tenho como responder por abuso de autoridade, muito menos por violação de sigilo funcional, pois não sou e nunca fui responsável pela investigação. E as informações que recebi e declarei em coletiva não eram sigilosas, mas de conhecimento público.

Todas as entrevistas nunca citaram nomes ou apresentaram fotos, ou vídeos que identificam os investigados, sendo que o inquérito policial que apurou a possível coação no curso do processo era público.

Estou à disposição do Ministério Público para esclarecer o que for perguntado.

Saliento que há informações de dezenas de representações no MP em contexto apresentadas por movimentos políticos e motivações escusas ideológicas contra a PC e SC.

Respeitosamente.

Ulisses Gabriel

Delegado-Geral da Polícia Civil

Caso Orelha: investigação pode sofrer reviravoltas

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu, nesta terça-feira (10), a exumação do corpo do cão Orelha, morto no último dia 4 de janeiro, vítima de agressão na Praia Brava, na capital Florianópolis.

Segundo o MP, a exumação, se viável, permitiria a realização de perícia direta e contribuiria para a resolução do caso, que  causou comoção nacional e muitos protestos.

Também nesse sentido, o órgão pede a realização de novas diligências para o aprofundamento nas investigações. A medida foi adotada após a análise do inquérito policial e dos Boletins de Ocorrência Circunstanciados.

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