Conheça a casa da embaixada do Brasil nos EUA

Residência oficial da embaixada do Brasil nos EUAJessica Patterson/publicada em Brasil.gov.br

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu se hospedar na residência oficial da embaixada brasileira em Washington, D.C., e não em hotel, durante a viagem aos Estados Unidos para reunião com o presidente Donald Trump.

A agenda entre os dois chefes de Estado ocorre na capital norte-americana em meio às discussões sobre relações bilaterais e temas econômicos. O encontro acontece nesta quinta-feira (7) e contará também com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin, que integra a comitiva brasileira ao lado de Lula.

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Saiba como é a casa da embaixada do Brasil nos EUA

A residência oficial da embaixada do Brasil em Washington, D.C., conhecida como Villa McCormick, foi construída no início do século XX em uma das áreas mais tradicionais da capital norte-americana e se tornou um dos principais símbolos da diplomacia brasileira nos Estados Unidos.

O casarão, adquirido pelo governo brasileiro em 1934, passou a servir como sede oficial do embaixador do Brasil e palco de recepções de chefes de Estado, encontros diplomáticos e visitas presidenciais.

A propriedade foi erguida em um terreno que integrava a antiga área conhecida como “Pretty Prospect”, parte da histórica “Rock of Dumbarton”, na região hoje ocupada pela Embassy Row.

Em 1907, o então embaixador norte-americano Robert Sanderson McCormick e sua mulher, Katherine, compraram o lote e encomendaram o projeto ao arquiteto John Russell Pope, responsável por alguns dos monumentos mais emblemáticos de Washington.

A construção 

A construção começou em 1908 e ficou sob responsabilidade de William P. Lipscomb. Na época, Pope já era reconhecido nos Estados Unidos por projetos monumentais inspirados na arquitetura clássica europeia. Entre suas obras mais conhecidas estão a National Gallery of Art, o Jefferson Memorial e o National Archives Building.

Inspirada nos palácios italianos do século XV, especialmente no Palazzo Massimo alle Colonne, em Roma, a residência combina fachada austera e simétrica com interiores influenciados pelos estilos francês e inglês. O imóvel ficou conhecido pela elegância discreta e pela ausência de elementos ornamentais excessivos, características marcantes da obra de Pope.

Compra pelo governo brasileiro

Após a morte de Katherine McCormick, a mansão foi herdada pelo senador norte-americano Joseph Medill McCormick. Em 1934, a propriedade foi vendida ao governo brasileiro por US$ 200 mil pela então proprietária Ruth Hanna Simms e pelo general Charles G. Dawes.

A compra encerrou um problema enfrentado pela diplomacia brasileira em Washington: a ausência de uma residência fixa para os representantes do país. Em correspondência enviada ao Itamaraty naquele ano, o diplomata Cyro de Freitas Valle afirmou que a troca constante de imóveis a cada mudança de embaixador “inspirava pouco respeito” e dificultava até a preservação dos arquivos diplomáticos brasileiros.

Desde então, a Villa McCormick passou a integrar o patrimônio diplomático brasileiro no exterior e permanece como uma das residências oficiais mais tradicionais mantidas pelo Brasil fora do país.

Presidentes que já se hospedaram 

Utilizada em agendas presidenciais, recepções oficiais e encontros estratégicos, a residência da embaixada brasileira em Washington preserva ambientes históricos e símbolos da diplomacia do país nos Estados Unidos.

O casarão já hospedou presidentes brasileiros em viagens oficiais, entre eles Jair Bolsonaro, Fernando Henrique Cardoso e, agora, o presidente Lula durante a visita à capital norte-americana para reunião com Trump.

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