
A Coreia do Norte pode estar prestes a designar a filha adolescente de Kim Jong-un como sua sucessora, segundo avaliação da agência de inteligência sul-coreana (NIS). As informações são do The Guardian.
A jovem, identificada como Kim Ju-ae, teria cerca de 13 anos e poderia aparecer ao lado do pai diante de milhares de delegados do Partido dos Trabalhadores, segundo o parlamentar Lee Seong Kweun, que participou de uma reunião fechada da NIS.
Kim Ju-ae apareceu publicamente pela primeira vez em um teste de míssil de longo alcance, em novembro de 2022, e desde então acompanhou o pai em desfiles militares, testes de armas e inaugurações de fábricas, segundo a mídia estatal KCNA.
Em setembro do ano passado, ela viajou com Kim a Pequim para a primeira cúpula em seis anos com Xi Jinping, durante evento de memória da Segunda Guerra Mundial.
Em janeiro, visitou o Kumsusan Palace of the Sun, mausoléu sagrado da família, junto aos pais, intensificando especulações sobre sua futura liderança.
A NIS citou sinais de que a adolescente já expressa opiniões sobre certas políticas do Estado e classificou seu estágio atual como “designação de sucessora”, evoluindo de avaliações anteriores que a descreviam apenas em “treinamento” para o cargo.
Segundo Lee, “o que se destacou hoje é que eles usaram o termo ‘estágio de designação de sucessora’, uma mudança bastante significativa”.
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Quem é a herdeira
Pouco se sabe sobre Kim Ju-ae. A mídia estatal norte-coreana não divulga seu nome, referindo-se a ela como filha “respeitada” ou “amada”.
Informações indicam que nasceu em 2013, com base em relato do ex-jogador da NBA Dennis Rodman, que a segurou ainda bebê em viagem a Pyongyang. A família também teria um filho mais velho e um terceiro filho, cujo sexo é desconhecido.
Desde a fundação do país, em 1948, a liderança ficou restrita a homens da família Kim, começando com Kim Il-sung e depois seu filho Kim Jong-il.
Kim Jong-un assumiu o poder oficialmente aos 26 anos, após a morte do pai em dezembro de 2011, em uma transição abrupta que alguns analistas sugerem ter influenciado sua decisão de preparar cedo a filha para o comando do país.
