Como a China está com 30% da mineração de nióbio no Brasil, dominando desde o minério de 90% de pureza até o lítio das baterias do futuro

Uma mina gigante a céu aberto no Brasil com maquinário pesado chinês sob um pôr do sol épico.

Os minérios estratégicos do nosso país estão passando para as mãos das grandes empresas asiáticas em um ritmo absurdamente acelerado. A China foca em dominar essa produção inteira para garantir muita matéria-prima barata para suas fábricas de carros e aço.

Por que a China compra tantos minérios estratégicos aqui?

A estratégia gigante de Pequim foca em garantir insumos básicos para dominar o mercado do futuro, como as baterias de carros elétricos e o aço de alta resistência. O plano inicial era apenas não depender de ninguém, mas agora a ideia é lucrar alto em toda a cadeia produtiva mundial.

Esse movimento agressivo não acontece apenas nas nossas terras. Hoje os asiáticos já controlam cerca de oitenta por cento do cobalto do Congo e quase todo o níquel da Indonésia com extrema facilidade para ditar as regras do jogo.

Close-up técnico de uma peça aeroespacial feita de liga de nióbio em um laboratório moderno.
Close-up técnico de uma peça aeroespacial feita de liga de nióbio em um laboratório moderno.

Como fica a situação do nióbio nacional nessa história?

O Brasil produz impressionantes noventa por cento de todo o nióbio do planeta, mas já perdemos um bom pedaço dessa exclusividade. As estatais chinesas já mandam em quase trinta por cento dessa riqueza através de parcerias com a CBMM e compras de minas em Catalão.

Esse material raro é usado para reforçar estruturas pesadas e fabricar de tudo, desde turbinas de avião até foguetes espaciais modernos. É um produto muito valioso que deixa as ferrovias e os prédios gigantes muito mais seguros contra acidentes estruturais.

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O que atrai o dinheiro estrangeiro no níquel e no lítio?

Esses dois elementos são o coração das baterias de alta densidade que movem a nova geração de veículos elétricos pelo mundo afora. Com a compra recente da mina de Barro Alto em Goiás, o domínio chinês sobre o nosso níquel pode bater na casa dos cinquenta por cento muito em breve.

Anote as jogadas pesadas que os asiáticos fizeram para garantir energia limpa nos próximos anos:

  • Compra da mina de Barro Alto pela gigante China Molybdenum.
  • Subsidiária da BYD focada em explorar o lítio de Minas Gerais.
  • Foco total em manter o país fazendo oitenta por cento das baterias globais.
Engenheiro observa o carregamento maciço de minério de ferro em um navio cargueiro rumo à Ásia
Engenheiro observa o carregamento maciço de minério de ferro em um navio cargueiro rumo à Ásia

Qual o tamanho do avanço sobre o cobre e o estanho?

A fome por materiais elétricos colocou o nosso estanho e cobre no radar direto dos investidores do outro lado do mundo. A fatia de controle deles já bateu os trinta por cento do nosso estanho apenas usando a operação forte da empresa Taboca na região.

Compare o nível de controle estrangeiro que já existe nessas duas frentes de mineração pesada:

Minério explorado Operação responsável Fatia controlada
Estanho nacional Operação da mineradora Taboca Cerca de 30% do mercado
Cobre bruto Mina Serrote em Alagoas Cerca de 5% do total

O vídeo a seguir, do canal com mais de 800 mil inscritos, InvestNews BR, fala um pouco do assunto:

O que esperar da extração de ferro nos próximos anos?

O minério de ferro segue como a base pesada para sustentar o crescimento rápido das grandes cidades asiáticas e suas megaestruturas. Um projeto forte no Bloco 8 de Minas Gerais planeja arrancar quase vinte e sete milhões de toneladas por ano para mandar direto para fora.

Isso representa uma fatia muito gorda de tudo o que o Brasil exporta em materiais de alta qualidade premium para a indústria. É um sinal claro de que a mineração pesada no nosso quintal vai continuar alimentando o avanço de outras nações por bastante tempo.

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