O gramado gigante que flutua, o estádio asiático de alta tecnologia que move o campo inteiro para fora nos dias de sol

Campo de grama gigante deslizando para fora do estádio ao sol.

O gramado gigante que flutua é a atração principal do Sapporo Dome no Japão e chama a atenção do mundo da engenharia. Essa estrutura pesada move o campo inteiro para a área externa nos dias de sol, garantindo que a grama natural cresça bem forte.

Como o gramado gigante que flutua funciona na prática?

O sistema usa a força do ar para levantar a base pesada do campo e deslizar a estrutura sem estragar o piso de concreto. Uma rede de motores elétricos empurra a placa gigante para fora da arena coberta em questão de minutos, rodando de forma bem lisa.

Tudo rola graças a um sistema pneumático de ponta que cria um colchão de ar embaixo da estrutura, diminuindo totalmente o atrito com o chão. Essa sacada genial da engenharia asiática resolve o drama de manter plantas vivas dentro de um local fechado e sem luz.

Close-up da mão do engenheiro controlando o mecanismo do campo móvel
Close-up da mão do engenheiro controlando o mecanismo do campo móvel

Por que a arena esportiva adota essa tecnologia cara?

Manter um campo impecável para bater bola exige luz solar direta e muita ventilação natural, algo impossível debaixo de um teto fixo de metal. Pesquisas sobre manejo de solo esportivo da Penn State University apontam que a exposição contínua aos raios solares é obrigatória para a recuperação das fibras vegetais após partidas pesadas.

Quando a arena agenda outros eventos, como feiras e shows de rock, a grama verdadeira sai de cena para não ser pisoteada pela multidão. No lugar dela, um piso sintético duro assume o controle para suportar o peso do palco e dos equipamentos sonoros.

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Quais as etapas para mover o campo para fora do domo?

A operação inteira parece cena de filme de ficção científica, mas é uma rotina super normal e bem ensaiada pela equipe de manutenção do local. O processo exige precisão máxima dos operadores para que nenhuma placa do piso saia do trilho ou trave durante a movimentação.

Acompanhe o passo a passo de como essa movimentação gigante rola no Japão:

  • O colchão de ar levanta as 8.300 toneladas de terra e grama;
  • Rodas de aço entram em ação para empurrar a base com força;
  • As portas gigantes da estrutura da arena abrem totalmente;
  • O campo estaciona no pátio para tomar um banho de sol.

No vídeo a seguir, o perfil do Tiago Rezende, com mais de 9 mil seguidores, fala um pouco sobre esse estadio:

 

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Qual a diferença entre a grama que sai e o piso fixo?

O Sapporo Dome foi desenhado para receber tanto o beisebol quanto o futebol, dois esportes que cobram superfícies completamente diferentes dos atletas. Trocar o chão de forma rápida é a regra de ouro para garantir o calendário lotado da arena sem gerar dores de cabeça.

Observe o que separa o piso móvel do chão permanente que fica dentro do estádio:

Característica Gramado Natural Móvel Piso Sintético Fixo
Uso principal Partidas oficiais de futebol e treinos Jogos de beisebol e shows musicais
Manutenção exigida Luz do sol diária e muita irrigação Apenas limpeza superficial e bem rápida
Posição na arena Desliza para fora do domo coberto Fica permanentemente do lado de dentro
Visão interna do estádio com piso sintético exposto e campo lá fora.
Visão interna do estádio com piso sintético exposto e campo lá fora.

Quanto tempo demora essa transição do chão esportivo?

Mesmo pesando milhares de toneladas, a engrenagem elétrica faz o trabalho pesado e completa a troca de cenário em um período super curto. Essa velocidade bruta garante que a arena receba um grande jogo no sábado à noite e um campeonato de beisebol logo no domingo de manhã.

A inteligência japonesa provou que misturar alta tecnologia com a biologia das plantas gera resultados super lucrativos no longo prazo. Ter um palco de classe mundial atrai eventos gigantes e paga cada centavo do investimento pesado feito na construção da máquina.

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