
Giulano da Rosa Pinto Freitas iniciou um tratamento com polilaminina no Hospital da Brigada Militar (HBM) de Porto Alegre na última quinta (19). Em dezembro de 2025, o bombeiro ficou gravemente ferido em explosão que o atingiu durante uma ocorrência de incêndio em um estabelecimento comercial de Santana do Livramento, no interior do estado do Rio Grande do Sul. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militares do Rio Grande do Sul, sinais de uma evolução foram observados.
Giuliano Freitas foi resgatado por colegas no momento da explosão e, em janeiro, encaminhado para Porto Alegre, onde passa por tratamentos desde então. O uso da Polilaminina foi autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e por medida judicial. A molécula é investigada sobre melhorias na recuperação em casos de lesões medulares, inclusive em casos com perda de movimentos.
Polilaminina ainda está em estudo
A molécula Polilaminina não tem eficácia comprovada. Ela está em fase de estudos clínicos e seu uso é permitido com autorização da ANVISA e judicial, em caráter experimental. Além disso, casos de recuperação espontânea, sem o uso de substância alguma, são conhecidos na medicina.
A substância vem sendo analisada quanto a possível capacidade de estimular recuperação nervosa em pacientes com lesão medular. Ela funcionaria tal qual uma corda, que consegue amarrar duas pontas, para ajudar na recuperação de funções e tecidos comprometidos.
Existe uma série de restrições para que a aplicação seja permitida, e a ausência de um estudo clínico de fase avançada não permite deduzir que as melhorias encontradas em pacientes sejam uma causa direta, necessariamente, da aplicação da molécula.
