
Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realizou o leilão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Aeroporto do Galeão, nesta segunda-feira (30). A empresa Aena Desarrollo Internacional, representada pela corretora Ativa foi a vencedora.
A proposta do consórcio foi de 2,9 bilhões, um ágio de 210,88%.
A sessão pública foi realizada na sede da B3, em São Paulo. O lance mínimo era de R$ 932 milhões e o contrato é válido até 2039. O edital prevê a aquisição de 100% das ações das operações do terminal.
Segundo a Anac, o leilão teve como critério de julgamento a melhor proposta econômica, definida pela maior oferta de contribuição inicial.
A XX deve contribuir com um pagamento variável equivalente a 20% do faturamento bruto anual até o término do contrato.
As mudanças propostas incluem pontos centrais como:
- a troca do modelo de pagamento: em vez de um valor fixo, passa a valer uma cobrança proporcional de 20% sobre a receita até 2039, destinada à União como outorga;
- a retirada da exigência de construção de uma terceira pista;
- a saída da Infraero da composição societária; e
- a implementação de uma cláusula de reequilíbrio ligada ao Aeroporto Santos Dumont (SDU), considerado um dos principais competidores do Galeão. Na prática, caso o governo flexibilize as regras operacionais do SDU, o concessionário do Galeão poderá pleitear compensações.
De acordo com a RIOgaleão, apesar de o fluxo de passageiros ainda estar distante da capacidade máxima do terminal, estimada em 37 milhões por ano, a movimentação vem crescendo de forma consistente.
Em 2025, o aeroporto recebeu 17,9 milhões de viajantes, o que representa um avanço de 23,4% em comparação com 2024, quando o total foi de 14,5 milhões. Na média, isso equivale a cerca de 49 mil passageiros por dia.
Atualmente, o Galeão opera aproximadamente 340 voos nacionais e 110 internacionais diariamente, somando pousos e decolagens.
