Ministros da Arábia e Irã conversam pela 1º vez durante a guerra

Abbas Araghchi,ministro iranianoReprodução/Chancelaria iraniana

Após um mês do início do conflito no Oriente Médio, o ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, teria conversado pela primeira vez por telefone com o príncipe e ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Faisal bin Farhan.

O contato, segundo informações da agência de notícias AFP, tratou dos desdobramentos das tensões no território, como também sobre maneiras de diminuir o ritmo do conflito. 

No entanto, em comunicado divulgado na última quarta-feira (8) na mídia estatal saudita, Faisal bin Farhan afirmou que recebeu ligações dos ministros das Relações Exteriores do Catar, dos Emirados Árabes Unidos, da Jordânia e da Turquia. Ele não mencionou o possível contato com o representante iraniano. 

Cessar-fogo, mas com ameaças e ataques

Em uma publicação na Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou retomar a guerra contra o Irã e condicionou a manutenção da trégua ao cumprimento do que chamou de “ACORDO REAL” firmado com o país do Oriente Médio.

Antes de aceitar uma trégua temporária, Trump chegou a mencionar a possibilidade de ataques em larga escala contra a infraestrutura iraniana. Na postagem, o presidente volta a vincular a continuidade do cessar-fogo à execução do acordo e reforça que pretende manter a presença militar dos Estados Unidos na região.

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Em meio a uma possível trégua, explosões foram registradas em diferentes pontos de Beirute, no Líbano, na tarde da última quarta-feira (8), no horário local. Após a ofensiva, o Exército de Israel confirmou que estava por trás do ataque. Em nota, segundo o El País, os militares afirmaram que se trata da maior operação desde que os ataques contra o Hezbollah começaram em março.

Israel faz maior ataque contra o Líbano desde o início da guerraReprodução/redes sociais

O bombardeio aconteceu em um momento de incerteza sobre o conflito no Líbano. Mais cedo, o presidente libanês, Joseph Aoun, disse que o país tentava incluir seu território no acordo de cessar-fogo negociado entre Estados Unidos e Irã.

Também havia sinais de que o Hezbollah poderia reduzir suas ações. Relatos indicavam que o grupo teria suspendido ataques contra Israel após a trégua regional.

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