
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, decidiu antecipar a sua saída da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O anúncio foi feito no final da sessão plenária desta quinta-feira (9). Originalmente o seu mandato à frente da Justiça Eleitoral se encerraria no dia 3 de junho.
Cármen Lúcia disse já ter iniciado ao processo sucessório na Corte e que as eleições de seu sucessor e do novo vice-presidente do Tribunal já foram agendadas para a próxima terça-feira (14).
A votação no TSE é meramente simbólica, com a sucessão sendo definida de antemão.
O Tribunal obedece a um sistema de rodízio no qual a presidência cabe ao atual vice-presidente da Corte Eleitoral, o ministro do STF Nunes Marques. A vice-presidência deverá ser ocupada pelo ministro André Mendonça, também do STF .
Ambos foram indicados pelo então presidente Jair Bolsonaro e terão sobre seus ombros a responsabilidade de conduzir as eleições de outubro deste ano.
Gestão
A gestão de Cármen Lúcia foi marcada pela celeridade processual, pelo combate à desinformação, pela valorização das mulheres na política e pelo combate integral à violência de gênero, entre outros pontos.
Apesar de a ministra ter sempre defendido a necessidade de uma transição “serena e técnica” para evitar rupturas no cronograma eleitoral, a sua decisão não deixou de surpreender os analistas políticos.
“Sempre pensei que a mudança de titularidade no TSE, quando ocorre de forma muito próxima (ao pleito), compromete a tranquilidade administrativa. É preciso agir sem atropelos e sem afobação”, disse.
