Com 120 km de extensão e túneis em rocha maciça, a rodovia neozelandesa é um destaque de engenharia em áreas de avalanche

Com 120 km de extensão e túneis em rocha maciça, a rodovia neozelandesa é um destaque de engenharia em áreas de avalanche

A State Highway 94, conhecida como a Rodovia de Milford, é o único acesso terrestre ao icônico Milford Sound, na Nova Zelândia. Com 120 km de extensão, ela cruza picos glaciais e o famoso Túnel Homer, sendo um dos trechos mais desafiadores e cênicos do mundo.

Como a engenharia do Túnel Homer venceu a rocha maciça?

O coração da Rodovia de Milford é o Túnel Homer, uma passagem de 1,2 km escavada diretamente na rocha de granito sólido da montanha. Iniciado em 1935 com o uso de picaretas e dinamite, a obra só foi concluída em 1953 devido às condições climáticas extremas e ao risco constante de avalanches.

O túnel, que hoje opera com pista única controlada por semáforos, possui uma inclinação íngreme que testa a habilidade dos motoristas. Segundo a New Zealand Transport Agency (NZTA), a ausência de revestimento interno em grande parte do túnel revela a técnica bruta e histórica da escavação neozelandesa.

Com 120 km de extensão e túneis em rocha maciça, a rodovia neozelandesa é um destaque de engenharia em áreas de avalanche
Rodovia cênica de 120 km cruzando montanhas nevadas e vales rochosos na Nova Zelândia – Créditos: depositphotos.com / aaron90311

Quais são os sistemas de proteção contra avalanches na rodovia?

A rodovia cruza dezenas de corredores de avalanche conhecidos. Para garantir a segurança dos turistas e moradores, a engenharia local implantou um sistema militar avançado de controle. A equipe de gestão de rodovias utiliza explosivos lançados por helicópteros para provocar avalanches controladas quando a neve se acumula perigosamente.

A prevenção é tratada com precisão científica. Abaixo, destacamos a comparação dos níveis de risco durante a viagem e como a infraestrutura viária responde a cada cenário de avalanche:

Nível de Alerta Condição Climática Resposta da Engenharia Viária
Baixo Risco Verão/Primavera Tráfego livre, monitoramento visual
Risco Moderado Inverno (Neve leve) Uso de correntes de neve obrigatório
Risco Extremo Tempestades severas Fechamento total e avalanches controladas (bombardeio)

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O que torna a rodovia SH 94 uma atração turística cênica?

Muito antes de chegar ao destino final, o trajeto pela rodovia já é considerado uma maravilha do mundo natural. A estrada corta os vales em U glaciais e florestas tropicais temperadas do Parque Nacional de Fiordland, proporcionando um contraste visual dramático a cada curva.

Um dos pontos mais fotogênicos são os “Mirror Lakes” (Lagos Espelho), que em dias sem vento refletem perfeitamente as montanhas nevadas de Earl Mountains. De acordo com o Department of Conservation (DOC), a preservação da margem da rodovia é rigorosa para proteger os habitats da avifauna endêmica.

Para percorrer uma das rodovias mais espetaculares do Hemisfério Sul, selecionamos o conteúdo do canal Dashcam Roadshow. O vídeo leva você pela famosa Milford Road, que atravessa o Parque Nacional de Fiordland, revelando montanhas cobertas de neve, cascatas imponentes e túneis que desembocam na beleza surreal do Milford Sound:

Onde fazer as paradas mais seguras durante o trajeto?

A rodovia não permite paradas no acostamento em grande parte de sua extensão devido aos riscos geológicos. Por isso, as áreas de descanso foram escavadas e protegidas em pontos estratégicos para que os turistas possam apreciar a paisagem e permitir a passagem de tráfego mais rápido.

Para um planejamento seguro da sua rota por Fiordland, conheça as áreas de parada projetadas para observação da natureza:

  • Eglinton Valley: Planície aberta ideal para fotos panorâmicas dos picos dourados.

  • Knobs Flat: Ponto de parada com banheiros e painéis informativos sobre a fauna.

  • The Chasm: Uma curta caminhada revela cachoeiras violentas esculpindo a rocha.

Qual a melhor estratégia para evitar congestionamentos e acidentes?

A Rodovia de Milford atrai quase um milhão de visitantes por ano, e os horários de pico coincidem com a chegada e saída dos ônibus de turismo. Para evitar congestionamentos e dirigir com mais segurança nas pistas estreitas, é aconselhável iniciar a jornada nas primeiras horas da manhã.

As condições de direção mudam drasticamente com as chuvas frequentes da região, que criam cachoeiras temporárias ao longo das paredes de rocha, molhando o asfalto. A recomendação oficial é verificar o status da estrada no site da agência de transportes antes da partida em Te Anau, o último ponto de civilização antes da jornada.

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