
O Irã voltou atrás neste sábado (18) da decisão de reabrir o Estreito de Ormuz e mais uma vez reestabeleceu restrições à via navegável. A decisão foi comunicada por um porta-voz militar à agência iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do país, segundo informações da agência americana, AP News.
A decisão veio após os Estados Unidos afirmarem que a medida não encerraria o bloqueio americano aos portos iranianos, com a declaração do presidente Donald Trump, de que o bloqueio “permanecerá a todo vigor” até que Teerã chegue a um acordo com os EUA, inclusive sobre seu programa nuclear.
Com isso, o porta-voz do Quartel General afirmou que a passagem segue sob controle rigoroso das Forças Armadas iranianas e que seguirá bloqueando o trânsito pelo estreito.
A reabertura do Estreito de Ormuz é uma das principais reivindicações dos EUA nas negociações de paz entre os dois países, que estão sendo mediadas pelo Paquistão.
Por que a região é importante?
O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo. Cerca de 20% de todo o petróleo comercializado globalmente passa pelo local, o que representa aproximadamente 20 milhões de barris por dia.
Com a reabertura do Estreito de Ormuz, o preço do petróleo caiu 10% nesta sexta-feira (17).
Países como Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque dependem dessa passagem para exportar petróleo, principalmente para países da Ásia.
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Acordo de cessar-fogo
A passagem estava reaberta temporariamente devido ao acordo de cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos, que tem prazo até 22 de abril.
Segundo o Irã, o bloqueio naval na região por parte dos EUA viola o que foi combinado no acordo de cessar-fogo e por isso está fechando novamente a passagem do Estreito de Ormuz.
