Empresário é condenado a 13 anos de prisão por morte de mulher trans em MT


Jorlan Cristiano Ferreira, empresário de 44 anos suspeito de matar mulher trans em Lucas do Rio Verde
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O empresário Jorlan Cristiano Ferreira, de 44 anos, foi condenado a 13 anos e seis meses de prisão pelos crimes de feminicídio, fraude processual e ocultação de cadáver, pelo assassinato da jovem Mayla Rafaela Martins, de 22 anos, em Lucas do Rio Verde, a 354 km de Cuiabá.
Em janeiro de 2024, Mayla foi encontrada morta, com marcas de golpes de faca pelo corpo, em uma fazenda às margens da MT-485, no município de Sorriso.
O g1 tenta localizar a defesa de Jorlan.
Durante o julgamento, os jurados reconheceram que o homicídio foi praticado por razões relacionadas à condição feminina da vítima, caracterizado pelo menosprezo e pela discriminação de gênero, o que configurou a qualificadora de feminicídio.
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O Ministério Público apontou ainda que o crime foi motivado por sentimento de posse do réu diante da recusa da vítima em manter um relacionamento.
O crime
Mayla Rafaela Martins, de 22 anos, foi encontrada na manhã dessa terça-feira (16)
Redes sociais/Reprodução
O crime ocorreu na madrugada de 16 de janeiro de 2024, nos fundos de um estabelecimento comercial localizado no bairro Parque das Emas, em Lucas do Rio Verde.
Na tentativa de ocultar o crime, o réu limpou o local, descartou pertences pessoais da vítima e transportou o corpo até uma área rural, onde o cadáver foi deixado em uma lavoura, no município de Sorriso.
Na época, Mayla teria desaparecido após entrar no carro do empresário no dia anterior ao crime. A polícia informou que funcionários da fazenda estavam operando uma máquina de plantio na propriedade rural quando avistaram uma lona. Ao se aproximarem, encontraram o corpo da vítima.
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