Suspeito de abusos, médico atende após Justiça negar prisão

Médico ginecologista Marcelo Arantes e SilvaDivulgação/Polícia Civil

Um ginecologista segue atendendo após ser investigado por suspeita de abuso sexual contra pacientes em Goiás. A Polícia Civil identificou cinco vítimas e aponta que os crimes teriam ocorrido durante consultas e exames, ao longo de anos. 

A investigação começou há cerca de 40 dias e mira o médico Marcelo Arantes e Silva, que atua em Goiânia e Senador Canedo. Ele teve a prisão preventiva solicitada pela polícia, mas o pedido foi negado pela Justiça. Em vez disso, foram impostas medidas cautelares, cujo conteúdo não foi detalhado.

A primeira denúncia registrada é de 2017. Segundo a Polícia Civil, o padrão se repetia: o médico submetia pacientes a atos libidinosos dentro do consultório, durante atendimentos ginecológicos.

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Médico ginecologista Marcelo Arantes e SilvaDivulgação/Polícia Civil

As cinco vítimas já identificadas são mulheres atendidas nas duas cidades. Uma delas é de Senador Canedo; as demais, de Goiânia. A polícia trabalha com a possibilidade de novos casos.

A delegada Amanda Menuci, adjunta da Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deaem), autorizou a divulgação do nome e da imagem do médico. A decisão tem como objetivo permitir que outras possíveis vítimas reconheçam o investigado e procurem a polícia.

O inquérito enquadra o caso como estupro de vulnerável. A investigação segue em andamento e novos depoimentos devem ocorrer nos próximos dias.

O iG não conseguiu contato com a defesa de Marcelo Arantes e Silva. O espaço segue aberto.

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