O céu do Ártico é patrulhado por uma fera de metal que desafia os limites da física e do tempo. O MiG-31 Foxhound não é apenas um caça comum, é uma bala guiada capaz de rasgar a atmosfera a velocidades que superam o triplo da velocidade do som, garantindo que nenhum invasor permaneça impune nas fronteiras geladas da Rússia.
O canal Revista Asas Cultura e História da Aviação abordou esse interceptor?
O canal Revista Asas Cultura e História da Aviação, com seus 42,8 mil inscritos, dedicou um vídeo completo para explorar as capacidades do Foxhound. A produção mergulha desde a propulsão extrema até o arsenal hipersônico que o torna uma das aeronaves mais temidas do mundo.
O conteúdo é essencial para entender por que esse projeto da Guerra Fria segue como espinha dorsal da defesa aérea russa até hoje. Uma análise técnica e histórica que prende do início ao fim.
Por que o Foxhound é considerado o interceptor mais rápido em operação?
Sua propulsão é garantida por dois motores Soloviev D-30F6, projetados para manter velocidades de cruzeiro supersônicas por longos períodos e distâncias continentais. O Foxhound opera rotineiramente em Mach 2.83, podendo atingir Mach 3 em situações críticas, algo que praticamente nenhum outro caça sustenta de forma consistente.
Ele é o sucessor direto do lendário MiG-25, mas com estrutura em ligas de níquel e aço capaz de suportar tanto o frio ártico quanto o calor gerado pelo atrito em velocidade máxima. Uma engenharia pensada para extremos absolutos.
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Quais recursos tornam seu radar uma vantagem decisiva no combate?
O MiG-31 foi a primeira aeronave de combate do mundo equipada com radar de varredura eletrônica passiva (PESA), o sistema Zaslon, capaz de rastrear 10 alvos simultaneamente e atacar quatro ao mesmo tempo. Segundo o Royal United Services Institute, esse radar transforma o caça em um posto de comando voador para outros interceptores.
Veja o que o sistema Zaslon entrega em combate real:
- Detecção de aeronaves furtivas a mais de 200 quilômetros de distância
- Compartilhamento de dados de alvos em tempo real com outros caças aliados
- Ataques coordenados sem que as aeronaves parceiras ativem seus próprios radares

Qual arsenal embarcado faz o Foxhound ser temido até por aviões de apoio?
A letalidade do caça cresceu drasticamente com a integração do míssil Kh-47M2 Kinzhal, uma arma hipersônica lançada em alta altitude que ganha alcance e energia cinética devastadores ao usar o próprio Foxhound como plataforma. Complementando o arsenal, o míssil ar-ar R-37M foi projetado para abater alvos de alto valor a quase 400 quilômetros.
A tabela abaixo resume as principais armas embarcadas e seus papéis táticos:

Essa combinação torna praticamente impossível para aviões-radar ou tanques de combustível operarem com segurança dentro do seu raio de ação.
O Foxhound ainda tem futuro na defesa aeroespacial moderna?
As constantes atualizações para o padrão BM mantêm o MiG-31 como ferramenta insubstituível mesmo décadas após sua criação, segundo análises do portal Military Today. Enquanto novos caças apostam em furtividade, a Rússia mantém sua aposta na velocidade bruta e no alcance inalcançável desse interceptor para proteger seu vasto território.
Sua capacidade de atuar em altitudes extremas e rastrear ameaças espaciais garante que o Foxhound ainda voará por muitas décadas como o rei indiscutível da velocidade.
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