A reunião ocorreu no momento em que o governo tenta garantir ao menos parte da arrecadação prevista na MP, mesmo após o texto ter sido desidratado durante as negociações com o Congresso.
A MP foi editada depois do desgaste político criado por um decreto presidencial, que elevou o IOF em diversas transações financeiras.
O governo então revogou parte da medida no mesmo dia, mantendo a cobrança apenas em algumas operações, e se comprometeu a apresentar uma alternativa.
Mas agora é essa MP
alternativa que está em risco. Se nãonfor votada até a quarta-feira (8), perderá a validade. O Congresso continua descontente com a medida.
Segundo o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), o ministro ressaltou o impacto fiscal da proposta e reconheceu a necessidade de ajustes.
“Alguns pontos vão depender de conversa em cada bancada”, afirmou Lindbergh.
“O ministro Haddad falou da importância da MP, são R$ 35 bilhões. O governo vai ter que fazer concessões, está claro isso. O governo está tentando salvar R$ 15 bilhões, R$ 17 bilhões.”
O governo defende que a MP seja votada de qualquer forma, mesmo que em versão reduzida, para preservar parte da previsão de receita no Orçamento de 2026.
“O governo vai ter que fazer ajustes no futuro, mas considera que não é possível fechar um orçamento sem a previsão desta arrecadação”, continuou Lindbergh.
