Derretimento de gelo na Antártida preocupa especialistas

Derretimento de geleiras acende alerta em especialistasThomas Vijayan/Wildlife Photographer of the Year

A diminuição do gelo em alta velocidade nos últimos 10 anos no oceano Ártico vem preocupando os especialistas. Esse é um dos indicadores mais precisos das mudanças climáticas, principalmente nesta região. O derretimento do gelo no local pode influenciar em diversas camadas do oceano, principalmente no equilíbrio ecológico.

Um estudo divulgado pela Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês), mostra que a Antártica está passando por mudanças drásticas de clima, inclusive gerando consequências para espécies importantes de plânctons que sustentam a cadeia alimentar marinha da região.

Para os pesquisadores, a perda de gelo repentina é o principal fator para que essas espécies estejam em situação de atenção. Atualmente entende-se que essa queda abrupta e repentina de gelo marca o início de uma nova “era de pouco gelo“.

Segundo os especialistas, anos antes o oceano Ártico apresentava uma cobertura de gelo marinho relativamente estável, entretanto, perdeu seu gelo sazonal em um período curto de tempo. Os pesquisadores imaginavam que os derretimento seriam temporários, porém não foi o que aconteceu.

Impactos gerados

Os impactos foram registrados por meio de um estudo feito via satélite pelo projeto Biodiversity in the Open Ocean. O levantamento usou sinais ópticos da Antártida captados via satélite, onde foi possível categorizar o oceano Antártico em diferentes paisagens marinhas.

Com isso, os cientistas conseguiram mapear as condições biológicas distintas de cada paisagem. Foi constatado que em grandes regiões remotas do oceano Antártico passaram de níveis extremamente baixos de fitoplâncton para uma produtividade mais moderada. Esses fitoplâncton são algas microscópicas que formam a base das teias alimentares do local.

Segundo a ESA, em média, quase 70% da região agora apresenta concentrações de fitoplâncton no verão mais elevadas do que antes do início do declínio do gelo marinho, há cerca de dez anos.

A princípio o aumento dos fitoplânctons por conta da perda excessiva de gelo pode parecer algo benéfico, porém os especialistas reforçam que o gelo marinho fornece abrigo e habitats, além de sustentar densas florações de algas que transferem energia de forma eficiente para os níveis mais altos da cadeia alimentar antártica.

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