
Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, se entrega à polícia
A Justiça do Rio manteve, nesta terça-feira (20), a prisão de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, durante audiência de custódia realizada no presídio de Benfica, na Zona Norte da cidade. Ré pelo homicídio do filho, ela havia se entregado à polícia na manhã desta segunda-feira (20), após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Durante a audiência, o juiz decidiu pela manutenção da prisão e determinou que Monique passe por uma avaliação médica antes de ser transferida. Segundo a defesa, a análise deve considerar o uso de antidepressivos e outros medicamentos que ela toma diariamente.
Após o procedimento, Monique será encaminhada para o Instituto Penal Talavera Bruce, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. De acordo com o advogado Hugo Novais, ela deve permanecer na unidade ainda nesta noite.
Monique Medeiros, após se entregar à 34ª DP (Bangu), é levada para a cadeia
Reprodução/TV Globo
Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel e ré pelo homicídio do filho, ocorrido em 2021, se entregou à polícia do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (20).
🔎 Henry Borel Medeiros morreu na madrugada de 8 de março de 2021 no Rio. De acordo com perícias, a criança morreu em decorrência de hemorragia interna e laceração hepática. Embora a mãe, Monique Medeiros, e o padrasto, o ex-vereador Dr. Jairinho, tenham alegado que ele caiu da cama, peritos descartaram essa hipótese, e o Ministério Público sustenta que Henry foi vítima de agressões de Jairinho, e que Monique foi omissa.
Na manhã desta segunda-feira (20), a professora se apresentou na 34ª Delegacia de Polícia (Bangu), três dias após o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que ela voltasse à cadeia, na sexta (17).
No sábado (18), o ministro ainda rejeitou o recurso apresentados pela defesa de Monique e manteve a ordem de prisão preventiva.
Por volta das 12h, ela deixou a delegacia e foi para a penitenciária de Benfica, porta de entradas de detentos no sistema prisional do Rio.
A defesa de Monique afirmou que, assim que teve conhecimento do mandado de prisão, a professora decidiu se apresentar à polícia.
Os advogados voltaram a negar qualquer participação dela na morte do filho e ressaltaram que Monique era vítima do ex-companheiro, o ex-vereador Jairinho.
Novo julgamento em maio
Em março, o julgamento de Monique e de seu ex, Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, padrasto da criança, foi suspenso após a defesa dele abandonar o Tribunal do Júri.
A juíza Elizabeth Machado Louro remarcou o julgamento para 25 de maio e determinou a soltura de Monique. A magistrada considerou a manobra da defesa de Jairinho “uma interrupção indevida do recurso processual, em franco desrespeito à orientação advinda do STF”.
O menino de 4 anos morreu com sinais de agressão em um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.
Jairinho, que era vereador do Rio de Janeiro à época, e Monique foram presos desde abril de 2021, mês seguinte à morte de Henry. Ela chegou a sair da cadeia após uma decisão da Justiça em 2022, mas voltou a ser encarcerada após decisão do Supremo Tribunal Federal, em 2023.
